Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-03-2007

SECÇÃO: Opinião

Pai

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Canta, mulher!
Solta ao vento
Trinados de alegria
Ou, de joelhos pede a Deus
Que te dê mais harmonia
Ou então, grita bem alto,
Ao mundo inteiro
A revolta que te consome
A dor que te vai na alma,
E que é enorme!
Pára e pensa
Limpa as lágrimas que te bailam
No lindo rosto já sofrido
Verás, amanhã
Há um novo dia
E, se Deus quiser
O sol brilhará de novo
Na tua vida!...
Já partiste, meu Pai
Mas eu ainda sinto o teu afago
Ainda tenho na lembrança
Os teus beijos molhados
Pelas lágrimas que corriam do teu rosto
Quando te deixava.
As tuas lágrimas caíam direitinhas
Nos recônditos da minha alma.
Nunca te tinha visto chorar!...
Neste dia em que já não te tenho,
Choro, meu Pai,
Porque a saudade é imensa…
Mas, as minhas lágrimas correm sozinhas.
As tuas, embora as sinta,
Embora as veja,
Só as tenho no meu coração
A saudade só a vou mitigar
Quando…talvez…
Um dia…
Te encontrar na eternidade…

Neste dia do pai
Dedico este poema ao meu pai e a todos os pais que já partiram
19 de Março de 2007

Por: Cecília Carvalho

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