Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-03-2007

SECÇÃO: Espaço Europeu

Mulheres portuguesas com poucas habilitações informáticas

Cerca de 60% das mulheres portuguesas (entre os 16 e os 74 anos) não sabem trabalhar com computadores. De acordo com um estudo do serviço de estatística da União Europeia (UE), o Eurostat, realizado a propósito do Dia Internacional da Mulher, as mulheres portuguesas apresentam o terceiro pior resultado dos países membros da UE, apenas à frente da Itália (64%) e da Bulgária (69%). A média europeia é de 44%, e o país mais bem colocado é a Dinamarca, com apenas 18% de mulheres sem habilitações neste campo.

Os computadores são uma ferramenta indispensável nos nossos dias
Os computadores são uma ferramenta indispensável nos nossos dias
O estudo comunitário revela também que as mulheres estão em desvantagem em relação aos homens e mostra ainda um dado curioso; Portugal tem 16% de mulheres com um nível elevado de habilitações informáticas, percentagem que está muito próxima da média europeia que é de 15%. Em relação ao nível médio, a disparidade já é maior; Portugal regista um valor de 15%, quando a média dos Estados-membros é de 26%.
Para fazer esta avaliação na área da informática, o Eurostat definiu quatro graus para aferir os conhecimentos com os computadores (nenhuns, pouco, médio e alto) em função de seis tarefas: copiar e mover um ficheiro, usar o copy paste, emprego de fórmulas aritméticas básicas, comprimir ficheiros e fazer um programa informático.
O estudo realizado pela União Europeia analisou ainda as diferenças no campo do emprego e educação. A percentagem de mulheres portuguesas licenciadas é de 16,6% (a de homens situa-se nos 11,6%), um valor que se distancia em sete pontos percentuais da média europeia que é de 23,8%. Já em relação às taxas de desemprego das mulheres, elas não estão muito longe da média dos 27 Estados membros (8,4% em Portugal contra 8,5%), mas no que toca ao trabalho a tempo parcial a situação já é muito diferente. No nosso país, apenas 15,9% das mulheres têm part-times quando a média europeia é quase o dobro (31,4%).

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