Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2007

SECÇÃO: Opinião

CAVEZ EM VERSO

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Esta poesia
Mostra o que Cavez tem
E não mete fantasia
Para não enganar ninguém.

Ribeira de Pena e Celorico,
De Basto, a região;
Com Cabeceiras e Mondim,
Quatro concelhos são.

Cavez pertence a Cabeceiras
E à região de Basto
Dentro das suas barreiras
O passado deixou rasto.

Entre Ribeira de Pena e Arco
Cavez está no meio
De Parada até ao Marco
São dez quilómetros de passeio.

Pela estrada duzentos e seis
Tem a freguesia esta extensão
E agora já sabeis
Cavez acaba no Terrão.
S. João Baptista é o Orago
Da freguesia de Cavez
Em vida foi degolado
O santo mais português.

Cavez, distrito de Braga
Que o Tâmega atravessa
Está onde o Minho acaba
E Trás-os-Montes começa.

Atei e Cerva, Trás-os-Montes,
Cavez e Arco são do Minho
Um mar de belas fontes
E boas adegas de vinho.

Em Cavez há bom verdinho
E também povo honrado
À mesa com pão e vinho
Estão sempre de braço dado.

Vinho branco “Alma Nova”
Colhido na Quinta das Carvalhas
Beber demais depois da prova
Pode cair de cangalhas.
Também a adega do Vale
Tem uns vinhos de rachar
Beber com regra não faz mal
E não dá para tropeçar.

Vinho tinto, vinho branco
E o rozé para variar
Mas é o branco o mais santo
Serve à missa no altar.

São os vinhos de Cavez
De um belo paladar
Só que às duas por três
Põe toda a gente a dançar.

Quatro solares com brasão
E um templo de beleza
Capelas que cinco são
Faz Cavez bem portuguesa.

Mais algumas casas nobres
A lembrar anfiteatro
Com a alegria dos pobres
Faz de Cavez belo retrato.
Com o Centro Social
O melhor da região
Saúde para o pessoal
E para os idosos que lá estão.

Também o Centro Comunitário
É o melhor do concelho
Ninguém diz o contrário
É para todos um espelho.

Em Cavez vai à janela
Para ver quem ali passa
De frente para Bormela
Reza à Senhora da Graça.

Que lá no Monte Farinha
Com a região a seus pés
Nossa Senhora que é Rainha
Não se esquece de Cavez.

Ribeiro do Arco e seus montes
São terras secas, mas vede,
Por ter escassez de fontes
Nunca ninguém morreu à sede.

Já foi casa da Tenenta
Depois Casa do Barão
Hoje quem nela se senta
É o professor do Samão.

(continua)

Por: Francisco Pereira (Benfica)

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