Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-10-2006

SECÇÃO: Associações Vivas

Incêndios Florestais
Ano de 2006 apresenta números menos dramáticos

De acordo com informação divulgada pela Direcção Geral dos Recursos Florestais, no passado mês de Setembro, os distritos de Braga e de Viana de Castelo registaram, este ano, a maior área ardida no país, perfazendo um total de 24 mil 869 hectares.

Incêndios Florestais 2004-2005-2006
Incêndios Florestais 2004-2005-2006
No entanto, dos 92 grandes incêndios registados no país, dezoito começaram no distrito de Braga, mais concretamente nos concelhos de Amares (um registo), Barcelos (um), Braga (três), Celorico de Basto (um), Fafe (dois), Terras de Bouro (Três), Vieira do Minho (três), Vila Verde (três) e Cabeceiras de Basto (um), este último, em Bucos, para onde foram mobilizados na ocasião, 40 bombeiros e oito viaturas.
Assim, em jeito de balanço e após a recolha de informação junto das entidades oficiais, pode-se constatar que o concelho de Cabeceiras de Basto registou em 2006, trinta e dois hectares de área ardida em povoamentos e cinquenta e quatro hectares em matos, números que representam uma ínfima parcela na percentagem registada no distrito e no país comparativamente a anos anteriores, tal como podemos constatar nos gráficos que damos à estampa. Os números oficiais, apurados pelos Bombeiros Voluntários Locais, pelo Gabinete Técnico Florestal Municipal e pela DGRF, contrariam assim informação falaciosa vinda a público.
Recorde-se que a problemática dos incêndios florestais tem agregado nos últimos anos iniciativas diversas, no concelho, no distrito e no país, que passam quer pelas acções de sensibilização (entre as quais a campanha nacional em curso “Entre o verde e o cinza – você decide”), voluntariado jovem para a protecção da floresta (ao qual a Autarquia de Cabeceiras de Basto se candidatou e viu aprovado o seu projecto com implementação da vigilância nas diferentes freguesias do concelho), a criação da Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios (uma das primeiras a ser constituída a nível nacional), entre outras iniciativas que visam sensibilizar a população para a necessidade de preservar e defender a floresta naquilo que são as suas potencialidades e o seu uso múltiplo, procurando estabelecer uma relação de proximidade da população para com a floresta.

Comissão Municipal da Floresta Contra Incêndios

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto dinamizou em 2004, a Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI), de acordo com as linhas orientadoras do Plano Nacional da Defesa da Floresta Contra Incêndios. Posteriormente elaborou um Plano Municipal de Defesa da Floresta que após aprovação da CMDFCI foi submetido à aprovação da DGRF. No documento podemos constatar que a CMDFCI tem como eixos a seguir o aumento da capacidade de resistência do território aos incêndios florestais, através da promoção da adequada gestão florestal e da intervenção nas áreas florestais mais sensíveis e da sensibilização da população. Diminuir a incidência de incêndios florestais, melhorar a eficácia e eficiência no combate, extinção e gestão dos incêndios florestais, adoptando o funcionalismo adequado e actualizado de informação constituem alguns os eixos desta Comissão, que apesar de estar a dar os primeiros passos, dinamizou já um conjunto de acções que visam atenuar o flagelo dos fogos florestais que nos últimos anos têm devastado o país.

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