Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2006

SECÇÃO: Região

Ministro da Agricultura visitou a AGRO-BASTO

Pela segunda vez no concelho, o Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Dr. Jaime Silva, visitou Cabeceiras de Basto e marcou presença no penúltimo dia da Expoisção/Feira de Actividades Económicas de Basto- AGROBASTO, que decorreu no Mercado Municipal de 22 a 29 de Setembro.
O Governante falou dos novos desafios que se colocam aos agricultores e afirmou a sua vontade em sustentar o presente, projectando o futuro.

Dr. Jaime Silva acompanhado do Engº Joaquim Barreto e do Dr. António Ramalho contactam com os artesãos locais
Dr. Jaime Silva acompanhado do Engº Joaquim Barreto e do Dr. António Ramalho contactam com os artesãos locais
O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Dr. Jaime Silva, deslocou-se a Cabeceiras de Basto no dia 28 de Setembro para visitar a XXX Exposição-feira de Actividades Económicas de Basto – AGROBASTO.
Após uma visita ao certame, deixou aos agricultores uma mensagem, garantindo que o Governo e o Ministério da Agricultura vão apresentar soluções para os produtores dos concelhos mais isolados, nomeadamente ao nível da comercialização dos seus produtos. Apoio este, que é prestado àqueles que querem ganhar dimensão e trabalhar numa lógica de fileira. Para tal uma das soluções e trabalharem ligados a associações de produtores e desta forma ganharem dimensão para que possam aceder aos apoios para a promoção e comercialização dos seus produtos como por exemplo, das raças autóctones tais como a carne barrosã, ou o vinho verde de excelência, uma aposta do Governo, que levou, este ano, a um aumento de 12 por cento na exportação para o estrangeiro.

Uma nova organização
O Ministro da Agricultura de visita à Agro-Basto
O Ministro da Agricultura de visita à Agro-Basto

Jaime Silva disse ainda que os pequenos agricultores terão pela frente novos desafios que exigem uma nova organização e a propósito deu como exemplo a agricultura biológica e as raças autóctones que existirão nesta região, sendo uma forma de valorizar os produtos locais. Além destes dois sectores considerados prioritários, há um terceiro que é a diversificação, como por exemplo o artesanato que teve oportunidade de ver na AGROBASTO e que pode funcionar como um complemento ao agricultor para ajudar a complementar o seu rendimento. Também a floresta é considerado um sector forte na região e a propósito lembrou a necessidade de organizar Zonas de Intervenção Florestal como condomínios de gestão colectiva. Para o Ministro, “é fundamental que se criem estas grandes zonas, com mais de mil hectares, pois quanto maior a sua dimensão, mais rentável será a sua gestão”, pois só a reorganização dos agricultores permitirá desenvolver a sua actividade de forma mais organizada, traduzindo-se numa melhor gestão e em mais qualidade.

Ministério da Agricultura vai “emagrecer”

No encontro com dirigentes associativos, autarcas, técnicos, agricultores e produtores, Jaime Silva anunciou a intenção do Ministério da Agricultura em dar início a reforma deste Ministério, considerada uma máquina pesada que tem que emagrecer. O número de chefias e funcionários, as zonas agrárias e os serviços do IFADAP (Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas) vai diminuir. A justificar está a necessidade de conter as despesas e aplicar melhor os dinheiros públicos.
Em breve terá início a reforma do Ministério da Agricultura, uma intervenção de fundo que o Ministro pretende anunciar ainda no decorrer do mês de Outubro e que será levada a cabo em simultâneo com a elaboração do Plano Estratégico para a Agricultura e respectiva programação, documento que aquele Governante pretende ter pronto do próximo ano por forma a que os agricultores possam começar a ser informados sobre as novas medidas e processos de candidatura.
O ministério da Agricultura vai, por isso, reduzir o número de chefias em cerca de um terço, bem como dispensar um número considerável de funcionários e acabar com alguns serviços. As direcções regionais vão ser redistribuídas, acabando com algumas e dotando outras com mais recursos, algumas zonas agrárias vão encerrar sendo substituídas por parcerias a estabelecer com associações do sector ou Câmaras Municipais, entre outras medidas que visem transformar o Ministério numa estrutura mais descentralizada, mais racionalizada nos seus custos, mas sempre próxima do agricultor.
Para Jaime Silva, o agricultor não pode continuar a bater a inúmeras portas e estar dependente dos favores e o Governo também não pode dar-se ao luxo de pagar o mesmo serviço duas vezes. Qualidade e transparência na aplicação dos dinheiros públicos é o que se pretende com estas novas medidas distribuir os apoios de forma equitativa e dotar o país e os seus produtores de maior competitividade.

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