Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-09-2006

SECÇÃO: Opinião

DIA MUNDIAL DO IDOSO

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Umas mãos…uma vida…muitas histórias - «1 Outubro»

Dia mundial do idoso, para o qual são preparados diversos eventos festivos, convívios especiais, encontros de família entre muitas outras iniciativas para o celebrar. Contudo apesar do idoso, o “sábio da sociedade” ser merecedor de tal homenagem, a melhor maneira de o celebrar será tornar todos os dias do ano, o dia do idoso.
Parar e reflectir sobre a velhice é sempre uma oportunidade de crescimento pessoal. Não seremos todos idosos um dia?
A “velhice” é frequentemente encarada de forma negativa, como decadência, doença e peso social, à qual poderá estar associado um conjunto de crenças e preconceitos, tais como: o “ envelhecimento torna as pessoas inactivas, fracas e inúteis”. Mas, antes de tudo, o ser velho, ser idoso é, ser humano, é ser livre com ideias e vontades próprias.
Com o passar dos anos os seres humanos adquirem uma profundidade e amplitude incomensurável de experiência e sabedoria, tal como as árvores que com o passar dos anos se tornam mais fortes.
Aos 60 anos, a experiência de uma pessoa será inigualável, terá conhecido o sucesso e o fracasso; a alegria e a dor; terá filhos adultos, terá netos, terá perdas e ganhos, mas terá sobretudo vivido com intensidade a mágica existência humana.
Aos 70 anos, a mesma pessoa será um sábio, será uma fonte de ensinamentos, um manancial de conhecimentos, um pós - graduado em paciência, um doutor em compreensão.
Depois de tantos anos de lutas e vivências este “sábio” torna-se num anónimo e a sociedade não lhe dá o menor espaço para ocupar o seu próprio espaço. Não construirá um direito adquirido ao longo da vida?
O idoso não requer pena, nem compaixão, mas sim, a mesmíssima coisa que todos nós, crianças, jovens e adultos desejamos: atenção, carinho, respeito e uma oportunidade para demonstrar a capacidade de ser útil e produtivo.
Assim sendo, não deverão ser respeitados e reverenciados? Utilizados como um rico recurso que constituem para a sociedade?
A mudança de comportamentos e atitudes em relação à velhice, não poderá apenas passar pela sociedade, é também necessário que o próprio idoso seja capaz de conseguir viver com as transformações que lhe ocorram a nível físico, psíquico e social e encare o envelhecimento como um ciclo da vida, que se abre e que deve ser vivido com a melhor qualidade possível.
O envelhecimento não constitui um problema, mas uma parte natural do ciclo de vida, sendo desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável e autónoma o mais tempo possível.
Adoptar estilos de vida saudáveis (alimentação equilibrada; prática de actividade física regular, cessação do consumo de tabaco; diminuição do consumo de bebidas alcoólicas, controlo dos factores de stress…) ao longo da vida são essenciais para um envelhecimento saudável.
A Organização Mundial da Saúde defende um novo paradigma para a velhice – o envelhecimento activo, que reconhece as pessoas idosas como membros integrados na sociedade em que vivem e que contribuem plenamente para o seu desenvolvimento.
Neste contexto, o idoso deverá manter uma vida activa quer em questões sociais, económicas, culturais, cívicas e espirituais. Deverá ser encarado como um ser humano activo, participativo, saudável, com vida, capaz de aprender; aquele que procura alegria e felicidade!
Escutar, respeitar e apoiar, dignamente aqueles que adquiram o direito de ser idosos, todos os dias do ano, é sem dúvida a melhor homenagem que lhes podemos e devemos proporcionar. Esperamos que se lembrem que o tempo é implacável e não tem a menor discriminação: chega para todos!!!

Por: Enfª Fátima Ribeiro

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