Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-07-2006

SECÇÃO: Opinião

Como seria bom... a invenção de uma vacina contra a violência

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Não há duvida que a família tem um papel preponderante na formação da pessoa humana.É no seio familiar que deriva de forma natural e espontânea, todas as atenções afectivas e materiais necessárias para o normal desenvolvimento da criança, mas nem sempre isso acontece e, resultam daí os maus tratos, o abandono e muitas vezes até a morte. A família poderá ser a base de tanta violência.
Casos diários mostram-nos mães e pais que se agridem tanto física como psicologicamente, e neste ambiente de falta de formação, de falta de amor existe uma maior propensão para que os filhos sejam futuras pessoas violentas. Temos vindo a testemunhar uma série de casos terríveis pela televisão, temos exemplos de horrores como o mistério da Joana de Portimão, a morte da Vanessa do Porto, os crimes que ocorreram em Santa Comba Dão com as três jovens.
Sabemos que a violência é um fenómeno social muito perigoso, saber que dezenas de pessoas morrem com tiros e golpes. A vida humana é um valor absoluto não tem preço, por isso não é quantificável ninguém tem o direito de a tirar.
A violência é um mal a reduzir, como seria bom se alguém pudesse inventar uma vacina contra a violência num mundo onde cada vez mais este factor está presente e nos assusta - a nós que gostaríamos de um mundo melhor, pessoas solidárias e aos nossos filhos que serão os homens e mulheres de amanhã, não sabem que mundo vão encontrar e mesmo, até que ponto se podem transformar influenciados por um conjunto de situações do contexto social.
A base começa na família, e é por isso a célula principal de tudo!
Um grande passo seria saber como controlar os nossos impulsos negativos que tanto mal nos faz, e a condução de uma educação autêntica para que haja um desenvolvimento integral da pessoa, e neste sentido, proporcionar o conhecimento dos valores, das crenças e das atitudes a tomar frente a distintas situações.

Por: Fátima Magalhães

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