Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2006

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Associativismo e Desenvolvimento Local

No âmbito da iniciativa “Políticas de Futuro”, dinamizada pela Autarquia Cabeceirense, decorreu no Auditório Municipal Ilidio dos Santos, mais uma conferência, desta feita subordinada ao tema “Associativismo e Desenvolvimento Local”.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, pensada numa perspectiva cívica e política de infomar, formar e sensibilizar as pessoas, nomeadamente os Cabeceirenses, para acções que aprofundem os conhecimentos sobre os direitos e os deveres de cidadania na sociedade actual.
Este Ciclo de Conferências, subordinado ao tema “Políticas de Futuro” vai, durante o ano de 2006, abordar temas tão diversificados como o ambiente, o desenvolvimento local, o associativismo, a educação, o emprego, a juventude, o desporto, a solidariedade, a indústria e o comércio locais, a demografia e o povoamento, a democracia local e a água, entre outros de relevante interesse para o concelho, num espaço de debate que se pretende aberto, dinâmico e alargado a todas as áreas e sectores da actividade local e a todos aqueles que sentem e vivem o pulsar deste cocnelho que se deseja cada vez mais moderno, mais desenvolvido e onde dê gosto viver.

A mesa que presidiu à conferência "Associativismo e Desenvolvimento Local"
A mesa que presidiu à conferência "Associativismo e Desenvolvimento Local"

Manuel Barros foi o orador convidado

A Conferência “O Associativismo e o Desenvolvimento Local” realizou-se no dia 25 de Maio, atraindo ao Auditório Municipal, nos Claustros do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, numeroso público que ali se deslocou para ouvir com atenção o orador Dr. Manuel Barros, actual Director da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cave e do Ave, em Barcelos.
Este ilustre convidado, começou por agradecer o convite forlumado que aceitou com agrado pelo simples facto de também ele ser um adepto do associativismo enquanto vector de desenvolvimento social, de educação não formal e de formação cívica. Na sua intervenção, Manuel Barros referiu o papel do associativismo ao longo dos tempos, mas realçou sobretudo, a necessidade de adaptar este movimento às novas realidades sociais. A sociedade mudou. Urge pensar o futuro, investir no imaterial, reunir sinergias tendo em vista criar localmente uma identidade própria que contribuia para o desenvolvimento social, económico e cultural desta terra e desta gente. Um novo contexto, uma nova ordem social, acarreta novos desafios e tal implica novas respostas. Respostas essas que passam também por uma forte dinâmica associativa assente em redes sociais capazes de contribuir para o desenvolvimento local. Manuel Barros, realçou ainda o papel das autarquias neste “novo” modelo, referindo que apostar no associativismo é promover o futuro. Para este dirigente, as associações são escolas de educação não formal, de civismo e de preparação de jovens para o mercado de trabalho, a que está associado o voluntariado, o empreendedorismo e a liderança.
Finda a intervenção, seguiu-se um debate de ideias e de partilha de experiências, que serviram certamente para esclarecer o público presente, sensibilizando-o para as virtualidades e o papel cada vez mais preponderante do associativismo no desenvolvimento do Município.

Associações parceiros privilegiados no desenvolvimento do concelho

Por sua vez Joaquim Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, também um adepto do associativismo, agradeceu a presença do orador convidado, um homem do distrito de Braga, que ao longo da sua vida e pelos cargos que já desempenhou, tem dado um contributo importante ao desenvolvimento local e à valorização do associativismo.
Na sua intervenção, o edil Cabeceirense, realçou de igual forma o papel do associativismo enquanto factor de desenvolvimento local. As associações são parceiros privilegiados nesta “luta” pelo desenvolvimento sustentado e equilibrado que se pretende para Cabeceiras de Basto. Joaquim Barreto acrescentou que, hoje, estando as principais infra-estruturas e os equipamentos construídos, a aposta passa por um forte investimento no imaterial, nas pessoas e em projectos que contribuam para o bem-estar das populações. Está aberto um novo ciclo, assente numa gestão participada e na qual as associações podem certamente dar um contributo positivo. Competitividade, competência e qualidade são alguns dos pontos por onde deve passar esta nova fase de intervenção municipal.
A sessão terminou com a intervenção do público que levantou questões em torno desta temática, tão aliciante quanto difícil devido aos parcos recursos financeiros, mas onde o voluntariado funciona como mola impulsionadora das inúmeras actividades que dinamizam em prol da sociedade Cabeceirense.

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