Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2006

SECÇÃO: Região

A MAIS BELA BANDEIRA DO MUNDO

O Instituto Português da Juventude [IPJ] e o Banco Espírito Santo, com o intuito de apoiar a selecção portuguesa de futebol, organizaram no passado dia 20 de Maio, no Estádio do Jamor, em Lisboa, uma concentração de mulheres para formar a mais bela bandeira do mundo. Constituída por 18 mil mulheres, a bandeira humana portuguesa entrou no Guiness Book – livro Mundial de Recordes.
No entanto, a concretização deste objectivo só foi possível graças à colaboração de várias entidades que ajudaram a mobilizar mulheres de todo o território nacional.

Início da composição da bandeira
Início da composição da bandeira
Cabeceiras de Basto, concelho activo e solidário, associou-se à iniciativa e através do IPJ – Braga, com o apoio da ADIB – Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto, marcou presença neste evento nacional de projecção mundial, com uma centena de mulheres, que se deslocaram a Lisboa para desta forma dar apoio à selecção nacional no âmbito do Mundial de Futebol/Alemanha -2006, que se avizinha.


As cabeceirenses na bancada ao som da música
As cabeceirenses na bancada ao som da música
Esta iniciativa superou todas as expectativas ao registar um grande número de inscrições, que tiveram que ser limitadas dada a adesão que se fez sentir.
A jornada começou cedo. Por volta das 6 horas da manhã, os dois autocarros partiram em direcção à capital, dando início a um dia único, divertido e cheio de animação. Pelo caminho, centenas de autocarros ornamentados com a Bandeira Nacional, rumaram para Lisboa, provenientes de várias localidades com o objectivo de apoiar a selecção portuguesa dando-lhe força e coragem para participar nesta importante “prova” futebolística que se avizinha. A viagem foi feita com grande entusiasmo e convívio.

Á saída do Estádio
Á saída do Estádio
Chegada a Lisboa

A chegada a Lisboa foi um momento marcante com as centenas de autocarros “vestidos” de verde e vermelho, perfilados em direcção ao Jamor. A confusão era muita e as cabeceirenses só conseguiram por pé em terra firme duas horas após a sua chegada à capital, atrasando a sua entrada no estádio e gerando alguma desorientação.
No entanto, a vontade de participar era muita e estes “pequenos” imprevistos foram superados, apesar de alguns sinais de ansiedade instalada nos participantes. Uma vez chegados, as cabeceirenses abdicaram do almoço prometido e começaram a dirigir-se para o Estádio do Jamor, onde as esperava um mar de gente coberto pelo sol intenso que se fazia sentir. Mas à boa maneira minhota, as Cabeceirenses, pegaram no seu merendeiro e saciaram a fome que já se fazia sentir.

Pela selecção, tudo se ultrapassa

Ganhando coragem as cabeceirenses mergulharam no mar de gente com o objectivo comum de vestir a cor que lhes estava destinada. Dezoito mil mulheres eram necessárias para fazer esta bandeira humana, a maior e mais bela do mundo, número que bem cedo foi ultrapassado devido à forte adesão registada. Diz-se nos bastidores, que apareceram trinta mil mulheres, quase duplicando o número necessário, o que impediu a participação de todas na composição da bandeira nacional. Apertos e empurrões, como é normal quando se trata de multidões, as mulheres de Cabeceiras foram “furando”, ganhando terreno e dirigindo-se unidas e bem dispostas para a bancada onde puderam assistir ao espectáculo musical com a presença dos grupos e artistas portugueses, The Gift, Sara Tavares, Kátia Guerreiro, Mafalda Arnaut e Dulce Pontes. Dali assistiram também ao despedir da selecção nacional.
Apesar do grande número de pessoas que acorreu ao local e que condicionou a inclusão de muitas das mulheres na composição da bandeira, apesar do calor e da sede, a alegria e a energia sentia-se no Estádio nacional do Jamor. No final da jornada a satisfação era mais visível nas cabeceirenses que conseguiram ficar dentro da bandeira e menor naquelas que não puderam entrar. No entanto, foi sem dúvida uma experiência única, de convívio e de confraternização.

Regresso à terra

O dia ia longo. Após algumas horas de pé e ao calor, os autocarros partiram por volta das 20 horas em direcção a Cabeceiras de Basto. Pelo caminho uma paragem na estação de serviço de Aveiras, onde uma delegação do IPJ de Braga procedeu à entrega de um lanche a todas quantas participaram no evento.
A boa disposição predominou ao longo da viagem. Cantigas, contos e anedotas animaram o ambiente, apesar do cansaço que já se fazia sentir.
Ultrapassados alguns “senãos”, próprios de quem organiza iniciativas desta envergadura, este dia ficou certamente na memória de todas quantas participaram na constituição da maior e mais bela bandeira do mundo – a portuguesa.

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