Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-04-2006

SECÇÃO: Região

Reflectindo sobre “Comércio Tradicional versus Médias Superfícies”

Os formandos do Curso de Empregado Comercial – Educação e Formação de Adultos, Acção 2 (de Celorico de Basto), promovido pela Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, realizaram no passado dia 19 de Abril um debate subordinado ao tema “Comércio Tradicional versus Médias Superfícies”.

foto
A centralidade desta temática prende-se com o Tema de Vida “Comércio Tradicional versus Médias Superfícies”, escolhido pelo grupo de formandos do curso de Empregado Comercial, pelo seu carácter de actualidade enquanto realidade vivida nesta localidade.
A escolha do tema deveu-se a uma necessidade de conhecer de uma forma satisfatória a actividade comercial local. Recordamos para esse efeito que os Temas de Vida são temáticas transversais, relativas à interacção entre o mundo local e global, que constituem o suporte e a base de coerência das diferentes áreas de competências-chave.
Do trabalho que se desenvolveu durante uma parte considerável da formação, procurou-se abordar algumas temáticas que poderíamos sintetizar nas três questões geradoras:
foto
· Qual o conceito, estratégia e importância do comércio a nível do concelho?
· Quais as razões que levam a população a procurar os dois tipos de comércio?
· Comércio Tradicional versus Médias Superfícies: que impacto para a economia local?

No início deste debate foi realizada uma breve introdução ao tema realizada pelos formandos relativamente aos resultados obtidos de um inquérito por questionário aplicado à população celoricense.
De seguida usou da palavra o Sr. Magalhães Costa, Vice-Presidente da Direcção da Associação Empresarial de Fafe, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, fazendo uma caracterização do comércio local, sensibilizando os presentes para a oportunidade de negócio que poderá traduzir-se na aposta dos produtos locais característicos da região tão apreciados pelos consumidores, mas que infelizmente não se encontram nas prateleiras das médias superfícies.
O segundo orador, o Dr. Carlos Ribeiro, comentou a apresentação do trabalho dos formandos, e num segundo momento, teceu algumas considerações, que considerou oportunas, relativamente á temática atrás referenciada.
O Dr. Carlos Ribeiro referiu “que nós vivemos um ciclo profundamente dramático (…): os produtos morreram. O que existem são essencialmente símbolos. As pessoas compram uma gabardina não porque está a chover mas porque corresponde à imagem do último actor de um determinado filme de Hollywood. O que o consumidor quer é entrar em ambientes de sonho, em universos de magia”. Alertou para o facto de ser importante, para qualquer área de negócio, conhecer bem as necessidades dos consumidores, interpretar bem os sinais do mercado, mas sobretudo ter uma boa ideia e que ela seja o mais original e criativa possível.
Seguiu-se um debate onde se levantaram algumas questões no seguimento das intervenções efectuadas.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.