Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-03-2006

SECÇÃO: Região

AUTARQUIA ASSUME GESTÃO DO POSTO DE FOMENTO CINEGÉTICO DE MOINHOS DE REI

Após visita ao Posto de Fomento Cinegético de Moinhos de Rei, na freguesia de Abadim, o Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Dr. Jaime Silva, assistiu à assinatura e procedeu à respectiva homologação do protocolo de cooperação estabelecido entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a Direcção Geral dos Recursos Florestais-Circunscrição Florestal do Norte, tendo em vista a conservação e a beneficiação daquele posto de fomento cinegético. Este protocolo visa, não só, à criação de perdizes e de coelhos naquele espaço, mas também ao aproveitamento múltiplo das zonas florestais e de montanha, designadamente em acções de educação e de sensibilização ambiental.
Esta parceria vem, assim, de encontro à intenção manifestada por parte da Autarquia Cabeceirense, de revitalizar e salvaguardar o património existente, numa perspectiva de utilização múltipla da floresta, incluindo a promoção de projectos cinegéticos, com as mais valias daí decorrentes ao nível dos territórios ordenados, designadamente a Zona de Caça Municipal.
Trata-se por isso, de uma medida do agrado dos caçadores de Cabeceiras de Basto, emanada pelo Conselho Municipal Cinegético, cuja concretização funcionará ainda como complemento para a ocupação dos tempos livres e também para a dinamização e promoção turística desta terra.

O Ministro ouviu com atenção as quadras do cantador Lopes de Travassô na antiga Escola Primária da  aldeia, agora transformada em Centro de Convívio e Interpretativo
O Ministro ouviu com atenção as quadras do cantador Lopes de Travassô na antiga Escola Primária da aldeia, agora transformada em Centro de Convívio e Interpretativo



Na ocasião, o edil cabeceirense agradeceu a presença de todos e em especial àquele membro do Governo que se deslocou a Cabeceiras de Basto para participar na Semana da Floresta e do Cabrito, verificando in loco o uso múltiplo da floresta e o esforço efectuado pela Autarquia ao longo dos últimos anos no sentido de recuperar o património florestal existente, tais como as casas florestais, nitreiras, entre outros, conferindo-lhes novas funcionalidades e desta forma, transformando-os em pólos atractivos de apoio ao turismo e ao desenvolvimento sustentado da região. Referiu ainda, que o Município de Cabeceiras de Basto está atento à realidade concelhia e à importância que o sector primário, nomeadamente o florestal, detêm no equilibrio ambiental e rural, particularmente ao nível da protecção dos usos e costumes agro-florestais, enraizados no quotidiano das gentes das nossas aldeias, que são confrontadas, no decorrer do tempo, com o abandono, associado à desvalorização do seu papel social, cultural e económico. Acredita por isso, que só com o envolvimento das associações de caça e pesca, dos conselhos directivos de baldios, dos autarcas, da população em geral, bem como de outros agentes de desenvolvimento concelhios e regionais, é possível reunir sinergias no combate à desertificação, na valorização da floresta, na promoção dos produtos locais, defendendo deste modo a Bio-diversidade e o Património Florestal desta terra, de valor inquestionável.

Um bom exemplo no que respeita à gestão dos recursos florestais

Por sua vez, o Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Dr. Jaime Silva, na sua intevenção considerou que Cabeceiras de Basto é um “bom exemplo” no que respeita à gestão dos recursos florestais referindo-se ao protocolo assinado entre a Autarquia e a Circunscrição Florestal do Norte. Aquele Governante considerou ainda que “os agricultores portugueses e as Autarquias, têm um enorme papel na defesa da floresta” e adiantou, que a sua visita a este concelho serve também para dizer que apoia este tipo de colaboração, porque, este é o caminho e que “todos devemos ter o tal sobressalto cívico para defender a floresta”
O Ministro garantiu ainda que há apoios para este tipo de projectos. No próximo QCA (Quadro Comunitário de Apoio), há um programa que vai ser retomado porque a floresta é fundamental em termos económicos, da bio-diversidade e da preservação do ambiente. Da fatia global de 500 milhões de euros do QCA para este ano, o governante referiu que ja havia anunciado um montante global de 100 milhões de euros, pois “é evidente que a floresta é importante e que precisará de ter, nos próximos anos, montantes globais desta ordem de grandeza”. É preciso, por isso, discutir nos próximos seis meses, para definir o programa para os próximos sete anos e “apostar naquilo que os portugueses sabem fazer bem: a floresta é um deles, o vinho, o olival e a hortofluricultura são outros dos sectores a apoiar”, referiu ainda.
Na sua intervenção o Ministro falou também sobre o Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, lembrando que o mesmo está em fase de discussão pública e como tal convidou todos os “agentes da floresta a participarem para que este plano seja um êxito para todos”.

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