Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-01-2006

SECÇÃO: Região

IEFP e Câmara Municipal estabelecem parceria
Casa do Povo do Arco de Baúlhe vai ser recuperada

Perante o olhar atento de algumas dezenas de pessoas, autarcas, dirigentes associativos, comerciantes e população em geral, o Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Engº Joaquim Barreto e o Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Emprego e Formação Porfissional, Dr. Francisco Madelino, procederam no dia 13 de Janeiro, à assinatura de um protocolo de colaboração, no valor de 231.300 Euros, tendo em vista a recuperação do edifício da antiga Casa do Povo, localizado naquela vila arcoense. Recorde-se que este imóvel, que servia igualmente de albergue à Associação Recreativa e Cultural do Arco de Baúlhe e ao Desportivo do Arco, foi destruído pelo incêndio que ali ocorreu no passado mês de Setembro.

Momento da assinatura do Protocolo de Colaboração entre o IEFP e a Câmara Municipal
Momento da assinatura do Protocolo de Colaboração entre o IEFP e a Câmara Municipal
Um novo espaço Comunitário no Arco

Em cerimónia realizada nas instalações do Museu das Terras de Basto, naquela vila, local onde se encontram a funcionar, ainda que provisoriamente, os serviços do Centro de Emprego das Terras de Basto (que abrange não só o concelho de Cabeceiras, mas também os Municípios de Ribeira de Pena, Celorico e Mondim de Basto), o Presidente da Junta de Freguesia, Armando Duro, manifestou a sua satisfação pela forma célere como este processo foi tratado. Referiu ainda que o acto praticado permitirá recuperar, adaptar, requalificar e modernizar o edifício, enquanto património público daquela vila, por forma a torná-lo mais funcional, com soluções que melhor se adaptem às exigências cada vez mais polivalentes onde possam caber serviços públicos, a Junta de Freguesia, as associações, as colectividades e as agremiações locais. Enfim, devolver a vida àquela casa, que quer pela sua localização, quer pela sua importância histórica, se espera venha a transformar-se num verdadeiro Centro Comunitário do Arco de Baúlhe para assim continuar a ser um pólo de movimento, de atracção de pessoas e de dinamismo para a vila arcoense.
Por sua vez, Joaquim Barreto, Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, manifestou de igual forma, o seu contentamento pela recuperação deste importante imóvel para os arcoenses. A assinatura deste protocolo é o culminar de um compromisso anteriormente assumido que permitirá à freguesia do Arco ficar com um novo espaço comunitário, ao mesmo tempo que será construído um edifício de raíz para as instalações do futuro Centro de Emprego das Terras de Basto, em terrenos anexos ao Museu das Terras de Basto, cedidos pela Autarquia para os devidos efeitos, cujo lançamento da primeira pedra se realizou em Julho de 2005.
O autarca não quis, no entanto, deixar de fazer um apelo à população arcoense no sentido de dinamizarem os equipamentos existentes, criando condições para potenciar o Arco de Baúlhe e fazer desta terra não apenas um local de passagem, mas sim um local de paragem. Recorde-se que nesta freguesia está localizado um nó da Auto-estrada A7-IC5, que atravessa o interior e que poderá transformar-se num factor de desevolvimento importante para o concelho e para a região.
Na ocasião, o Presidente do Conselho Directivo do IEFP, Dr. Francisco Madelino, agradeceu a colaboração, a disponibilidade e a veemência com que o Presidente da Câmara Municipal tratou de todo o processo, graças ao qual será possível realizar as obras previstas e entrar em funcionamento no prazo de um ano. Deixou ainda um pedido de desculpas às colectividades que ocupavam aquele espaço, pelos transtornos causados com o incêndio, que condicionaram a sua normal actividade.
O Presidente da Câmara explica ao Presidente do Conselho Directivo do IEFP a localização dos equipamentos
O Presidente da Câmara explica ao Presidente do Conselho Directivo do IEFP a localização dos equipamentos
Por fim, o Presidente do Conselho Directivo do IEFP, entregou ao Presidente da Câmara Municipal o cheque referente ao pagamento da primeira tranche (de três), de acordo com os termos do protocolo assinado. A Autarquia ficou igualmente encarregue de executar e acompanhar os trabalhos de recuperação deste importante imóvel localizado no centro da vila arcoense.

Novo Centro de Emprego será construído junto ao Museu das Terras de Basto

Tal como referimos, o Centro de Emprego das Terras de Basto, que abrange, para além deste concelho, os Municípios de Celorico, Mondim e Ribeira de Pena, encontra-se a funcionar provisoriamente nas instalações do Museu das Terras de Basto, na vila do Arco de Baúlhe, em cujos terrenos anexos será construído o novo edifício.
Recorde-se que o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Dr. Vieira da Silva lançou a primeira pedra do novo edifício no dia 1 de Julho de 2005, aquando da sua deslocação ao concelho.
Na ocasião o titular da pasta do Trabalho e da Solidariedade Social, reconheceu as dificuldades que o país enfrenta, especialmente no sector do emprego, situação que atinge com particular agudeza também estas terras do interior, pelo que revelou estar o Governo atento à situação, por forma a dar respostas adequadas que minorem e possam resolver o problema.
Nesse sentido o Dr. Vieira da Silva considerou que o papel da inserção social, da qualificação e da formação profissional são matérias prioritárias do seu ministério, nelas se incluindo a acção dos Centros de Emprego espalhados pelo país. A construção de instalações condignas e mais adequadas às exigências actuais destinadas ao Centro de Emprego das Terras de Basto é, considerou o Ministro, uma prioridade que vai avançar rapidamente prevendo que a sua conclusão permita que entre em funcionamento em 2007.
Na ocasião o Presidente da Autarquia, Engº Joaquim Barreto, congratulou-se com o acontecimento e elogiou a coragem, a disponibilidade e a acção do ministério liderado pelo Dr. Vieira da Silva.
O presidente da Câmara Cabeceirense, sempre empenhado e exigente na defesa dos interesses do concelho e do seu desenvolvimento, afirmou que o processo já se arrastava há quatro anos, pese embora a colaboração e as insistências da autarquia nesta questão de grande importância para toda a região, agora finalmente resolvida.

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