Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2005

SECÇÃO: Opinião

Quantas vidas se perdem ao volante

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Muitos perigos podem acontecer na estrada, a velocidade dos outros, um despiste, uma distracção. Quantas pessoas ao volante, peões ou veículos de duas rodas já viram na estrada a morte passar-lhes à frente. E ao contrário do que se pensa, o grande problema não está nas auto-estradas, mas no interior das localidades – o excesso da velocidade de uma condução marca à partida uma maior probabilidade de acidentes . A relação entre a velocidade de embate e a consequência do acidente é muito próximo. Um atropelamento a 30 quilómetros pode não ter consequências fatais. Contudo se a velocidade de embate for de 50 quilómetros por hora, muitas pessoas morrem. E aos 70 quilómetros, provavelmente morrem todas, não esquecendo que quanto maior a velocidade menor é a capacidade de paragem É esta a grande diferença, as pessoas não pensam, não sentem, simplesmente seguem a ‘onda’.
Vêem-se carros que se ‘picam’ seguem lado a lado, um acelera o outro também acelera e o sentido da vida passa a ser chegar primeiro que o outro a algum lado, mostrar que é mais poderoso, que o seu carro é melhor sem se lembrar que essa disputa pode levar à morte. É assim chamada uma condução agressiva com uma só consequência – os acidentes.
Quantas crianças morrem nas estradas vítimas de atropelamento! As nossas estradas e as nossas ruas transformam-se numa verdadeira selva e a lei que predomina é a lei do mais forte.
Dentro de um carro as pessoas transformam-se ou revelam a sua verdadeira natureza, tornam-se impessoais não olham para a pessoa, olham para o outro carro como sendo um rival a combater, a estrada transforma-se numa pista para disputa e o risco é a morte.
Fica o titulo como sugestão de reflexão para cada um de nós - quantas vidas se perdem ao volante – vale a pena repensarmos sobre o nosso comportamento nas estradas e quanto a vida tem a ganhar com isso.

Por: Fátima Magalhães

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