Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-10-2005

SECÇÃO: Região

APIHM apresenta projecto “Caminhos para a Igualdade”

A Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres (APIHM) promoveu no dia 28 de Outubro, no Auditório Municipal Ilidio dos Santos, em Cabeceiras de Basto, a apresentação pública do projecto “Caminhos para a Igualdade”
Na iniciativa estiveram presentes o Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, Engº Joaquim Barreto, o delegado regional da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, Manuel Albano, a presidente da Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres, Drª. Maria Helena Alvim e o coordenador do Projecto Caminhos para a Igualdade, Pedro Pereira Leite.
Nesta sessão foi apresentado o projecto que a APIHM se encontra a desenvolver em Cabeceiras de Basto, no âmbito do programa Operacional do Emprego, Formação e Desenvolvimento Social, Eixo 4, Medida 4.4. Promoção da Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres, tipologia 4.4.3.1. Sistemas de Apoios Técnicos e Financeiros às Organização Não Governamentais, conforme o contrato celebrado com a Comissão para a Igualdade e Para os Direitos das Mulheres entidade intermediária do POEFDS.
A APIHM, entidade promotora desta iniciativa que se prolonga por 18 meses, tem como parceiros a Câmara Municipal, a EMUNIBASTO, os Agrupamentos de Escolas de Arco de Baúlhe e de Refojos e ainda a Fundação A J Gomes da Cunha.

A Mulher desempenha um papel cada vez mais activo na sociedade actual

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Na ocasião o Presidente da edilidade cabeceirense, Engº Joaquim Barreto, a quem coube abrir a sessão pública de apresentação do mencionado projecto, felicitou a Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres – APIHM – particularmente a sua Presidente, Drª. Helena Alvim Pereira Leite, pelo lançamento de mais uma importante iniciativa em Cabeceiras de Basto, enaltecendo e elogiando a escolha do projecto “Caminhos para a Igualdade”, cuja dinamização tem em vista promover a igualdade de oportunidades entre Homens e Mulheres privilegiando o acesso à cultura como forma mais adequada e eficaz para atingir o objectivo proposto.
O Autarca concordou ainda, com a estratégia do projecto “Caminhos para a Igualdade”, que integra a realização de várias conferências alusivas a esta temática.
Na sua intervenção, Joaquim Barreto, referiu, que ao longo da História essa diferenciação sócio-cultural e educativa foi a razão principal de profundas desigualdades, de subordinação e subjugação quase endémicas das mulheres aos homens, como se as mulheres fossem um ser humano de segunda categoria, um qualquer apêndice, ou mesmo apenas um mero objecto sexual dos homens.
Mas, felizmente que a evolução feita ao longo do último quartel do século XX e até aos nossos dias é positiva do ponto de vista desta temática de igualdade entre homens e mulheres, graças ao aprofundamento da Democracia participativa.
A este propósito, o autarca, realçou o papel que ultimamente as mulheres têm assumido na sociedade portuguesa. Em todos os sectores de actividade, nas organizações, nas instituições públicas e privadas, na ciência, nas artes, nas letras, na cultura, é cada vez maior o número de mulheres que se destaca e assume protagonismo.
A terminar a sua intervenção Joaquim Barreto, disponibilizou a total colaboração e apoio municipal em iniciativas como esta com evidente interesse para a qualificação e dignificação da pessoa humana e que vai, certamente, levar junto da nossa população, uma mensagem pedagógica de alteração de comportamentos e de paradigmas para que, homens e mulheres, brancos, negros e amarelos, religiosos ou ateus, progressistas ou conservadores, sejam de facto, “todos diferentes, todos iguais”.

Promover a igualdade entre homens e mulheres

Por sua vez, Maria Helena Alvim, Presidente da APIHM – Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres, disse tratar-se de um projecto que assenta num modelo de intervenção social que visa a promoção da igualdade entre homens e mulheres.
Assim, visando combater desigualdades no acesso à formação e emprego, o projecto pretende consciencializar a comunidade local para a importância da mulher na sociedade, alertando-a para as situações de desigualdade, ensinado-a a reagir e a promover a auto-estima e confiança. A temática da igualdade será desenvolvida num conjunto de acções a levar a cabo nas dezassete freguesias do concelho de Cabeceiras de Basto, tendo em vista fomentar uma atitude reflexiva sobre a igualdade num público urbano e configurar a participação das forças vivas do Município no sentido de promover esta temática junto dos cabeceirenses.

Família, Escola, Comunidade

Este projecto assenta em três vectores essenciais, ou seja, a família, a escola e a comunidade.
É na escola que as crianças devem consolidar o conhecimento e a prática dos princípios base da igualdade dos direitos e deveres entre homens e mulheres. É no meio escolar que os jovens se começam a aperceber dos diferentes papéis sociais e da crescente complementariedade entre ambos os sexos para que a sociedade seja mais justa e mais equilibrada.
É assim, que a actuação da APIHM se vai cimentar, actuando junto dos sectores primordiais da sociedade actual, surgindo como intermediária entre a Escola, a Família e a Comunidade.
Com este projecto, a associação está certamente a contribuir para que cada mulher e cada homem se compenetre na construção de uma sociedade mais igualitária, rumo a um futuro que permita a cada ser humano a sua realização enquanto pessoa, pondo fim às injustiças sociais e contribuindo para a mudança de mentalidades sobretudo no interior do país.

Reforçar a participação e promover a integração da mulher na comunidade

Na apresentação pública do projecto “Caminhos para a Igualdade” o Delegado Regional da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, Dr. Manuel Albano, considerou que é preciso reforçar a participação e a promoção da integração da mulher na comunidade. Esta temática ganha particular acuidade nos meios mais rurais, onde o conceito de globalização e a adesão às novas atitudes cívicas não foi acompanhada por uma consistente alteração das estruturas mentais. Este é por isso, um terreno fértil onde despontam distintos níveis de desigualdades, que exigem uma intervenção mais profunda ao nível das mentalidades. Este projecto, ganha assim mais importância, na medida em que a sua acção incide sobretudo na sensibilização para a mudança de atitudes comportamentais dos individuos.

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