Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-10-2005

SECÇÃO: Opinião

Globalização: o que será?

foto
Após algum tempo de ausência, aqui estou junto de vós para falar de um fenómeno mundial que, para uns, tem vindo a acontecer há já alguns séculos, mas para outros, este é muito recente, remontando ao século XIX com a evolução da tecnologia e meios de comunicação e transporte, dando origem, fundamentalmente no início do século seguinte, aos primeiros meios dos media, meios estes que se tornaram cruciais para o quotidiano do homem (rádio, telefone, fonógrafo, cinema, telemóvel, computadores, Internet, etc.,) e como veículo de informação. O fenómeno da globalização já fez correr muitas tintas por todo o mundo, devido à sua rápida expansão afectando, desse modo, cada acto do nosso dia a dia mesmo nos lugares inimagináveis, gerando polémicas, trazendo benefícios e desvantagens para o homem e deu a conhecer o mundo a grande parte da população que não sabiam que, para além da sua aldeia, existiam mais lugares. A globalização é definida, em várias enciclopédias, como um movimento internacional, muito dinâmico, que afecta todos os países do mundo e que se caracteriza por uma crescente liberalização do comércio e dos fluxos de capital e por uma crescente integração a nível global dos mercados económicos, nomeadamente no trabalho, produção de todos os tipos de bens e serviços, tecnologia e capitais, etc. Um exemplo deste processo tanto é comprarmos um vulgar cesto fabricado na China, como o colapso económico de uma região por causa de uma falência de uma empresa situada a milhares de quilómetros, como estarmos em casa a ver em directo a actuação do furacão “Katrina”. O nosso dia a dia está marcado pelos avanços do processo da globalização, senão vejamos: todas as manhãs cada um de nós toma um chá que vem da Índia, ou um café que é originário da Colômbia, ou veste uma camisola feita em Taiwan com um tecido de algodão egípcio ou indiano; ouvem-se as notícias no rádio fabricado no Japão e, durante o dia, incluindo a mesa onde há frutos exóticos, vivemos de algum modo, inconscientemente, numa vida planetária. Nos últimos vinte e cinco anos do século XX, deu-se então a chamada “revolução tecnológica informacional” que transformou a nossa maneira de pensar, de produzir, de consumir, de negociar, de gerir, comunicar, viver, morrer, de fazer guerra, etc. Uma cultura da virtualidade real, construída em torno de um universo audiovisual cada vez mais interactivo, exemplo disto são os jogos de computador dos nossos filhos que substituíram os joguinhos tradicionais, como saltar à corda, ao elástico, ao pião, aos berlindes, e outros tantos que se vão extinguindo…Outro exemplo simples é a influência na nossa alimentação. Hoje, com a vaga da migração internacional, andamos pouca distância para ir comer a um restaurante mexicano, ou chinês, ou brasileiro, ou mesmo um hambúrguer do Mcdonalds, ou fazer em casa aquela receita deliciosa da gastronomia italiana.
Contudo, este processo traz na sua bagagem muitos benefícios para o ser humano, mas também, alguns inconvenientes muito controversos dos quais devemos estar atentos, que um dia talvez enuncie aqui. Agora, ao ouvirem na televisão sobre a globalização e ao comprarem alguma coisa que não seja nacional, já sabem, é possível devido ao processo da globalização.

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.