Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-07-2014

SECÇÃO: Entrevista

Hélio Vaz

Hélio Vaz encara compromisso político assumido com a população de Alvite e Passos com espírito de missão
Hélio Vaz encara compromisso político assumido com a população de Alvite e Passos com espírito de missão
Jovem autarca lidera União de Freguesias de Alvite e Passos

Hélio Vaz, é atualmente o mais jovem Presidente de Junta de Freguesia do concelho. Lidera a União de Freguesias de Alvite e Passos.
Jovem autarca nas instalações na Junta de Freguesia, em Alvite
Jovem autarca nas instalações na Junta de Freguesia, em Alvite
Empresário, licenciado em Informática de Gestão, tem nesta área, mas também na agricultura e na política os seus pontos de interesse.
O futebol, a música, a leitura e o convívio com os amigos são a forma como gosta de ocupar os tempos livres.
O autarca encara a política com espírito de missão e não um meio para atingir outros fins que não o bem estar das pessoas que, confessa, são o motor da sua ação.
Com os seus eleitores assumiu o compromisso de tudo fazer, juntamente com a sua equipa, para melhorar as condições de vida dos habitantes de Alvite e Passos, gente simples e boa, que são atualmente as principais credoras do seu tempo.

Ecos de Basto - Que balanço faz destes 10 meses à frente da União de Freguesias de Alvite e Passos?
Hélio Vaz - Tenho conseguido fazer aquilo a que me propus. É um trabalho gratificante e estimulante. Nesta fase inicial, foi necessário perceber onde estão os pontos fracos e fortes e encontrar estratégias sustentáveis de resolução dos problemas que reforcem a qualidade, a eficácia e a capacidade de realização da junta de freguesia. Foi funda-mental possuir um maior conhecimento das freguesias que foram agregadas e identificar as principais preocupações da população. Também quero referir que, pese embora as restrições orça-mentais a que atualmente as autarquias estão sujeitas, a cooperação e o diálogo mantido entre a nossa instituição e a câmara presidida pelo Dr. China Pereira tem sido exemplar! E assim pretendemos para o futuro!

E. B. - Quais foram as principais dificuldades que sentiu quando assumiu o cargo?
H. V. - As principais dificuldades aconteceram ao nível da tesouraria. Sabe, quando nos confrontamos com as necessidades das pessoas, a vontade de fazer tudo é latente, no imediato. Mas, as finanças da junta de freguesia fazem-nos regressar à terra e temos que seleccionar prioridades. Mudamos aquilo que entendíamos que estava menos bem, modificamos procedimentos, aproveitamos aquilo que entendíamos como positivo e alteramos o que entendíamos como menos positivo. 

E. B. - O que o levou a aceitar o desafio de ser presidente da União de Freguesias de Alvite e Passos?
H. V. Foi-me feito um convite que, de início, me deixou bastante surpreendido. Esse desafio implicou uma reflexão pessoal e familiar, mas desde logo senti entusiasmo e vontade de agarrá-lo. Não tivesse eu na família diversos familiares que em tempos estiveram envolvidos em cargos políticos, logo, o “bichinho” da política sempre esteve presente comigo.

E. B. - O facto do seu pai ter sido candidato nas eleições anteriores pelo Partido Socialista, no mandato de 2009 a 2013, motivou-o a tomar a de-cisão?
H. V. - Pelo contrário, prolongou a minha reflexão. Como entenderá, não falarei aqui das virtuosidades dos meus entes queridos, sob pena de me tornar parcial. Contudo, devo-lhe acrescentar que o meu pai foi determinante na opção que tomei, a par de outros familiares. 
Sabe, a minha candidatura surgiu num espaço de convergência de várias pessoas, dos mais variados sectores da actividade política da freguesia e claro, do Partido pelo qual foi eleito.
E. B. - Como vê a política local na conjuntura atual?
H. V. - A política local faz-se todos os dias, na entreajuda entre as instituições e as pessoas, na capacidade de estar na política com espírito de missão e não adotá-lo como um meio para atingir outros fins que não sejam as pessoas. Para mim, política local é isto mesmo: conjunto de acções, promovidas por um conjunto de pessoas que de uma forma organizada, se compro-metem a tudo fazerem para melhorar as condições de vida dos eleitores.
Neste momento, acredito que existem pessoas que querem muito bem à terra. E assim, todos serão bem-vindos. Esta é a minha forma de estar na política. Todos contamos.
Quanto aos eleitos, foi assim que o povo quis e será cumprida a vontade da maioria. Todos temos o dever de nos esforçarmos para a consagração do princípio do bem comum. Tudo o resto, é folclore, mas que também devemos saber apreciar, com a sua conta, peso e medida.

E. B. - Agora que está em funções, acha que a fusão de freguesias é uma mais-valia para a população? Porquê?
H. V. - Não considero que seja uma mais-valia, pois se eu tenho a freguesia de Alvite e Passos, tenho de dividir o meu tempo pelas duas, logo não existe 100% proximidade com a população, o tempo é repartido por ambas. Mas assumo que tem sido prestigiante trabalhar com todas as pessoas, das duas freguesias. Sim, a fusão foi apenas administrativa e assumirei o cumprimento da lei a que estou obrigado, sem que isso me afete o sentido crítico desta imposição legal a que as freguesias fundidas foram sujei-tas.
No entanto, este executivo não tem encontrado dificuldades com a união de freguesias, mas sim, isso sim, apenas preocupações para com as suas gentes e a sua terra.

E. B. - Quais são, neste momento, as principais necessidades das pessoas, em Alvite e Passos?
H. V. - Necessidades sociais e de emprego. Algumas infraestruturas que deverão ficar concretizadas até ao final do mandato, são uma preocupação diária  que este executivo assume.

E. B. - Como encontrou as freguesias quando assumiu o poder?
H. V. - Sabe, eu não me considero detentor de nenhum poder, muito menos divino. Apenas estou investido nas funções de um órgão colegial, para o qual me comprometi a dedicar-lhe todo o meu tempo. Mas, no que à questão diz respeito, encontrei as freguesias com algumas áreas que entendi que devem ser melhoradas.
Defendi sempre uma gestão mais próxima das pessoas e motivar a participação na vida política e cívica da união será um aspecto que tentarei concretizar a breve trecho. Assumo clara-mente que serei um contributo válido para a satisfação das necessidades das populações.

E. B. - Na apresentação do seu mandato, a praia fluvial e o Pavilhão Desportivo seriam as principais apostas para Passos. Para quando essas obras? E para Alvite?
H.V. - Já estou a trabalhar nesse sentido. Elaborei recente-mente um projeto e submeti uma candidatura ao PRODER, o objetivo é limpar as margens de todos os ribeiros existentes nesta união de freguesias (Alvite e Passos), até porque, esta limpeza também estava incluída no meu programa eleitoral. Posteriormente à limpeza, será o momento certo para construir a zona de banhos.
Relativamente ao polidesportivo, é da responsabilidade da Câmara executar essa obra.

E. B. - Qual a sua principal obra enquanto Presidente da União de Freguesias de Passos e Alvite?
H.V. - Há uma obra que apre-cio, e que foi efetuada por um valor simbólico, apenas tivemos gastos com o funcionário da Junta, refiro-me à limpeza dos muros dos cemitérios de Passos e Petimão. O de Alvite será limpo no imediato. Outras obras têm sido feitas, no que toca à rede de abaste-cimento de água na freguesia de Alvite, as intervenções são diárias. Quero referir também, que devido ao inverno muito rigoroso e prolongado que tivemos, a nossa rede viária sofreu uma degradação mais rápida o que nos levou a efetuar um sem número de pequenas intervenções diárias para colmatar os graves inconvenientes daí decorrentes. Em cooperação com a câmara temos melhorado as valetas e já foram efetuadas pavimentações em alcatrão, nomeadamente no acesso a Santa Catarina.
Embora não seja obra, quero mencionar também o serviço da fisioterapia, o qual a junta de freguesia presta em Alvite, Petimão e Passos. Mas refiro que para já, é muito cedo para fazer balanços. Todos os dias fazemos pequenas coisas que não são sequer contabilizáveis no papel, mas que tocam na vida das pessoas mais desprotegidas. As pessoas não vivem apenas de betão e cimento. Conforta-lhes também a nossa atenção e dedicação para a resolução daqueles problemas que para nós muitas das vezes nem os sentimos, mas que para mui-tos conterrâneos meus, os afligem e os sentem de uma forma marcada.

E. B. - Quais são os principais objetivos, enquanto presidente, neste mandato de 2013-2017?
H. V. - Quero trabalhar afincadamente para que a melhoria da qualidade de vida dos habitantes desta união de freguesias seja uma realidade sentida por todos. Os objetivos passam pela execução do nosso programa eleitoral. O país atravessa uma grande crise económica e financeira e como tal não devemos pensar em grandes obras, nem encarrilar por investimentos irresponsáveis. E também vos digo que a crise não poderá nunca ser a desculpa daquilo que de mal nos acontece. Há que ter vontade de trabalhar e tentar resolver os problemas das pessoas. Acima de tudo, este mandato será exigente do ponto de vista orçamental e que será rigoroso nas opções que vier a tomar, em benefício do bem comum.
Eu, enquanto presidente de um órgão colegial, disciplinarei a vontade coletiva da maioria. Acre-dito sim que a minha equipa trabalhará afincadamente em prol dos seus concidadãos, para eles. 

E. B. – Como via Alvite e Passos antes de ser presidente? Como vê agora?
H.V. - Via e vejo, todos os dias, as necessidades de um povo que luta pelo bem-estar dos seus, pelas gerações vindouras e o facto de hoje assumir os destinos da freguesia não me descansa, pelo contrário, responsabiliza-me ainda mais para que o futuro das nossas gentes seja o mais condigno possível. Que os nossos idosos tenham a proteção social e humana necessária, que se criem as condições possíveis para fixar as nossas gentes, os jovens. 
Tenho a plena certeza que isto só se efetivará à custa da nossa determinação, vontade e persistência. Mas, ainda mais importante do que isso, com a vontade de todos, eleitos e eleitores. Em súmula, vejo hoje Alvite e Passos como credora do nosso tempo. A elas devemos aquilo que hoje somos.

E. B. – Como se sente, sendo o Presidente mais novo do concelho, com uma União de Freguesias a cargo?
H. V. - Sinto-me responsável por uma união de freguesias cuja história fala por si: pessoas simples, de gente que trabalha, humildade e respeito pelas diferenças. De gente solidária, que preserva a sua identidade. Acima de tudo, uma terra de gente sábia. Natural-mente que assim, independentemente da minha juventude, sinto que a freguesia confia no seu presidente de junta e que juntos, tudo faremos para que este território de gente simples e boa se consiga apetrechar dos equipamentos necessários para melhorar a vida das nossas gentes.
O facto de ainda estar carregado de ‘sangue na guelra’, me induz a uma incompreensão para os imobilismos tácticos a que a política muitas vezes nos acomete.
Não me conformo, não me conformarei nunca com aquilo que entender menos positivo para a minha união de freguesias. Primeiro, as pessoas, depois... o resto!
Foi com estes valores que fui educado e será assim que tentarei assinalar a minha passagem nos destinos desta freguesia.































© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.