Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-11-2013

SECÇÃO: Recordar é viver

A Raposeira festeja o S. Martinho pela primeira vez Cavaquinhos da Raposeira em acção

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Caros leitores, mais uma vez, venho falar da Raposeira e dos Cavaquinhos. O motivo desta minha crónica veio mesmo a propósito da quadra do S. Martinho, que é festejado em quase todo lado durante o mês de novembro. Então é assim:
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Este ano, os Cavaquinhos da Raposeira, participaram, como sempre, desde o início nesta iniciativa organizada pela Câmara Municipal e pela Basto Vida, nas cantigas de S. Martinho, no Arco de Baúlhe. Até há bem pouco tempo, só no Concurso das Janeiras é que havia prémios. Agora, nas cantigas de S. Martinho assim como, nas cantigas do 25 de Abril, também passou a haver. Por esse motivo, os da Raposeira também decidiram, mais uma vez, concorrer. É um grupo alegre, participativo e, sobretudo, prima pela originalidade. Ficaram em segundo lugar e, muito bem! Diga-se em abono da verdade e sem falsas modéstias, (pois também sou uma das fundadoras), que foi um prémio bem merecido! A sua actuação foi bonita, harmoniosa nas vozes e bem trabalhada, tanto na música como na letra. A música e letra eram originais, da autoria do Manuel Carneiro, presidente e maestro da Associação dos Cavaquinhos da Raposeira.
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Foi uma tarde alegre mas, perdoem-me quem organizou com muito carinho, trabalho e responsabilidade, tenho de fazer aqui um pequenino reparo. Foi, na minha opinião e de algumas pessoas presentes, um bocadinho extenso a actuação dos grupos musicais que só foram participar. Reparei também, que houve muito “sobe e desce” com repetições dos “artistas” que, evidentemente, tinham cem euros garantidos por cada vez que subissem ao palco, especialmente grupos liga-dos às paróquias e catequeses.
Sugeria humildemente o seguinte:
- Seria possível esse dia do S. Martinho, no Arco de Baúlhe, ser só dirigido ao concurso, talvez com mais concorrentes e, os restantes grupos participativos actuarem nas respectivas freguesias, ou então um outro dia só para eles? É uma ideia que, talvez, até desse resultado.
Como atrás vos referi, os Cavaquinhos da Raposeira, que são um grupo muito divertido, popular e sobre-tudo muito dado à tradição, decidiram este ano, pela primeira vez, iniciarem-se na realização de um magusto para os sócios, famílias e para todos os que lá aparecessem ou passassem no Largo. Assim pensaram e assim “deitaram mãos à obra” como se costuma dizer.
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No sábado, dia 16 do corrente, pelas quinze horas, em pleno Largo da Raposeira, resolveram enfeitá-lo com umas fitas e lâmpadas coloridas, porque agora, a noite chega de-pressa. Colocaram vários assadores estrategicamente, que além de assar as castanhas, também aqueciam o ambiente dando-lhe mais luz.
Cedo começou a preparação do evento. Lá estavam o Joaquim Campos, Eduardo Campos, Manuel Carneiro, Leandro Vilela Campos (presidente da União das Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela), o Jorge Carvalho (Revolta), na montagem das luzes e no apoio logístico aos assadores, o Carlos Alberto, o Elvis, o Fernando Campos, na concertina, o João Sérgio, Jorge Costa (Bolicau), a Paula, a Maria Arminda, a Dores, a Conceição Campos, a Clara Campos, a Ana Maria, na preparação das febras, entrecosto, costeletas, cortar o pão e abrir os “bijus” para colocar a carne, cozer o chouriço ou salpicão para deitar no caldo verde que estava maravilhoso. Enfim, verificar os diversos assa-dores e ver se as brasas estavam no ponto.
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Tiveram ainda, e como sempre, a prestimosa ajuda do Manuel Oliveira, da senhora Cândida Martins Costa (filha do saudoso Alfredo da Ribeira) que lhes ensinou um pouco sobre a colocação das castanhas sobre o “cisco ou caruma” para ficarem bem assadinhas. O Domingos Machado, mais conhecido pelo apelido “da resadeira”, que também chegou lume e se fartou de cantar. Aliás cantadores é que não faltaram.
Toda estas cantigas foram acompanhadas pelas boas castanhas assadas (cinquenta quilos), com bom vinho tinto e branco. As febras iam saindo para fazer as sandes ou comê-las simplesmente com a belíssima broa, etc.
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Tudo a correr com normalidade porque havia comida e bebida que chegasse para todos, sempre quentinha, na hora.
Apesar de bastante frio e até dum pouco vento, a animação não esfriou o apetite nem a vontade de cantar.
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Os Cavaquinhos já tinham feito alguns magustos mas não com esta dimensão tão animada e tradicional.
Merece parabéns este grupo popular da Raposeira, os moradores vizinhos, deste emblemático largo, onde tantas coisas aconteceram nele ao longo dos tempos. E fiquem com algumas fotos tiradas por mim, para registar estes momentos. Espero que, para o ano, estejamos todos novamente e se possível venham mais!
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fernandacarneiro52@hotmail.com

* Colaboradora












Por: Fernanda Carneiro

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