Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-10-2013

SECÇÃO: Opinião

Abadim: uma vítima das Invasões Francesas

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Em 1807 Napoleão, imperador de França, declarou o “Bloqueio Con-tinental”, ou seja, a interdição dos portos do continente à marinha inglesa. Portugal não aceitou a imposição, dada a sua secular aliança com o Império Britânico. Napoleão não hesitou: celebra um tratado com a Espanha, então nas mãos de Godoy e consertaram dividir Portugal em 3 partes: uma para a França, outra para Espanha e a 3ª, mais precisamente o Entre Douro e Minho, para o rei da Etrúria, irmão de Napoleão.
O Entre Douro e Minho só sofreu nomeadamente com a 2ª invasão, comandada pelo Marechal Soult, que invadiu Portugal pelo Norte, em direcção ao Porto, utilizando a estrada do Marão, poupando assim a região de Basto à presença das tropas francesas. Não que muitos mancebos da nossa região não tivessem sido arregimentados para combater os invasores e se enchessem de glória, muito especial-mente na conhecida defesa da ponte de Amarante.
Mas não é nenhum destes a que nos queremos referir: é sim a um civil, natural da paróquia de Abadim, vilmente assassinado pelos franceses em Penafiel, onde então vivia, cidade que ficava no caminho dos invasores.
E é pela certidão de óbito que transcrevemos que ficamos a conhecer uma vítima da nossa terra, em tempos já longínquos, mas bem negros da nossa história. Diz assim:
“Francisco Esteves, marido de Isabel que por sobrenome não perca, da freguesia de Abadim do arcebispado de Braga, e pedreiro, faleceu assassi-nado pelos franceses a 4 de Maio de 1809, foi sem sacramentos e sepultado na Capela de São Mamede desta cidade (Penafiel) e fiz este assento que assino, o reitor José Mendes da Costa / Idade sessenta”.


* Colaborador

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