Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-09-2013

SECÇÃO: Informação

Remodelação do claustro desvenda vestígios arqueológicos no Mosteiro de S. Miguel de Refojos

Arqueólogos e antropólogos realizaram investigação
Arqueólogos e antropólogos realizaram investigação
Prosseguem as obras de remodelação do claustro de S. Miguel de Refojos leva-das a cabo pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e com elas, em simultâneo, o levantamento arqueológico do espaço, cumprindo assim com as imposições legais em vigor.
Segundo apuramos, ao longo da realização dos trabalhos arqueológicos que implicaram escavações naquele recinto, foram revelados inúmeros vestígios de sepultamentos em sarcófago, nos quais ainda se conservam esqueletos que serão registados e devidamente estudados por técnicos especializados em Antropologia Física.  
Voluntários cabeceirenses ajudaram equipa de arqueólogos
Voluntários cabeceirenses ajudaram equipa de arqueólogos
Informação divulgada refere que estas sepulturas estão apensas a alicerces de muros, que se supõe pertencerem à primeira fase de construção do mosteiro.   No decurso deste levantamente arqueológico fo-ram também encontrados vários elementos arquitectónicos de talha români-ca, reutilizados na estrutura de pavimento do claustro, os quais documentam a fase românica deste importante monumento.  
Recorde-se que o mosteiro foi sofrendo significativas remodelações ao longo das épocas, as quais obliteraram por completo os vestígios das suas fases antigas.
Sendo ainda prematuro avançar com datações precisas, presume-se que os vestígios encontrados se poderão enquadrar entre os séculos VIII/IX e o século XII.  
Esta intervenção permitiu, pela primeira vez, documentar materialmente a existência do primitivo Mosteiro de S. Miguel de Refojos, do qual apenas possuíamos algumas referências históricas obscuras.
O levantamento arqueoógico em curso, permite assim, desvendar um pouco mais sobre a fundação deste importante mosteiro beneditino e assim contribuir para o enriquecimento da história local.
De referir que a remo-delação do claustro do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, incide sobretudo na drenagem das águas pluviais, numa intervenção arbória e também ao nível do ajardinamento e pavimentação do piso deste nobre espaço que se pretende seja de fruição e lazer, adaptando-o igual-mente para o desenvolvimento de atividades culturais, recreativas, entre outras.
Dignificar o local, conferindo-lhe uma maior visibilidade sobre a parte edifica-da, nomeadamente o Zimbório e as Torres Sineiras do Mosteiro, foi um dos principais objetivos desta intervenção minimalista, cuja execução vai certa-mente requalificar, beneficiar e modernizar os Claustros deste vetusto monumento, considerado a Jóia do Barroco em Terras de Basto.
Neste espaço, outrora local de clausura dos monges beneditinos, foram levadas a cabo nos últimos anos algumas beneficiações realizadas pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nomeadamente, ao nível da pintura, som e iluminação dos Claustros.
A parte central permaneceu sempre em terra, onde em tempos foram planta-das algumas árvores tais como ciprestes, que além de serem desadequadas e inestéticas ao local, já se apre-sentavam bastante velhas e consequente-mente, mais suscetíveis a quedas provocadas por intempéries. Por outro lado, o volume vinha contribuindo para o aumento de infiltrações ao nível dos telhados deste antigo Mosteiro.
A execução do projeto aprovado, elaborado por um prestigiado e conceituado gabinete de arquitetura do Porto, teve em conta a riqueza patrimonial do monumento e o parecer favorável da Direção Regional da Cultura do Norte.
A remodelação dos Claustros do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, uma vez concretizada, vai proporcionar um ‘novo’ espaço de fruição cultural à população Cabeceirense.

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