Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 24-12-2012

SECÇÃO: Recordar é viver

Os meus agradecimentos

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Caros leitores,

Não queria deixar acabar o ano, sem vos “dirigir” algumas palavras. Não é que não queira deixar acabar este ano, que foi para mim, em termos de saúde familiar, o que mais me marcou pelo desgosto inesperado que tive com “partida” do meu marido, o professor Manuel Carneiro. Certamente que, não sou, nem serei a única com sofrimentos iguais. É a lei da vida, mas nós humanos não estamos preparados para deixar partir alguém. Estes momentos acontecem a cada minuto do dia e cada um chora as suas mágoas.
Não quero, de maneira alguma, por alguém triste. Tentarei levar a minha vida para a frente, conjuntamente com toda a família e amigos que querem o meu bem.
Vamos ver se o ano que vai entrar não traz mais surpresas e que, outras, como a crise que todos tememos, não nos deite abaixo. Sei que é muito difícil as coisas melhorarem. Devo confessar, que me sinto céptica em relação às “prováveis melhorias” não se sabe em que altura (prevejo que seja na altura das eleições autárquicas), que o Primeiro Ministro Passos Coelho, disse em algum momento dos seus catastróficos discursos, um na TV e outro pessoal na sua página do facebook.
Sim caros leitores, na página do facebook. Ali Pedro Passos Coelho escreve o que lhe vai na “alma” sem ter de olhar os portugueses cara a cara. Podemos concluir pelas palavras do Governo e, em especial, pelas palavras do Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que o futuro se apresenta negro e o ano 2013 vai ser duro. Mas, disso tudo já os portugueses estão fartos de ouvir e falar e, nem adianta o cidadão Pedro e a sua esposa Laura falar lamechices no discurso “caseiro” para convencer os portugueses de que algo vai mudar. Não vou ‘bater mais no ceguinho’ até porque, não sou analista política, sou simplesmente uma cidadã atenta. Por isso mesmo vou mudar de assunto.
Meus amigos, leitores fieis do Ecos de Basto que fazem o favor de ler os meus rascunhos, quero aqui agradecer, nesta singela página, todas as provas de carinho, as visitas que me fizeram aqui na sede do jornal para me cumprimentarem e, apresentarem as suas condolências. Ainda as continuo a receber de maneira que, na impossibilidade de agradecer um a um pessoalmente, o faça por este meio. Muito obrigada a todos e vamos ter fé, para esperar que um milagre aconteça e as coisas possam melhorar (?). Peço perdão pelo pessimismo. Não era minha intenção sê-lo no último artigo de 2012. Isto é uma fase e deve-se ao momento menos bom que estou a atravessar.
Tenho recebido algumas cartas e, elegi uma em especial, a do senhor Florêncio Campos que me enviou umas poesias dedicadas a esta quadra tão emocional, para introduzir na minha crónica (pequena).

Então com a devida vénia

Por: Fernanda Carneiro

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