Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-12-2012

SECÇÃO: Informação

Criação do Parque Urbano da Vila: obras avançam a bom ritmo

Joaquim Barreto fala da obra da Casa do Tempo (que se vê nesta imagem ao fundo)
Joaquim Barreto fala da obra da Casa do Tempo (que se vê nesta imagem ao fundo)
Avança a bom ritmo a empreitada de ‘Criação do Parque Urbano da Vila’, uma obra adjudicada pelo montante de 560.953,27 euros.
Os trabalhos iniciaram, no passado dia 19 de novembro, com a limpeza e desmatação das margens e área envolvente à ribeira de Penoutas, em pleno centro da vila Cabeceirense. Este projeto do Parque Urbano, que abrange cerca de 2 hectares de área, além da reabilitação das margens da ribeira de Penoutas, prevê a criação de espaços verdes, a construção de parque infantil, anfiteatro, pontes e percursos pedonais, bem como, a construção de passagem subterrânea na Av. Francisco Sá Carneiro. Este Parque Urbano integra igualmente a iluminação dos espaços públicos doravante intervencionados.
De referir que esta obra dá continuidade à melhoria e valorização da zona adjacente ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos e insere-se no âmbito de um projeto ambicioso que vem sendo desenvolvido de alguns anos a esta parte visando a regeneração urbana do coração da vila cabeceirense, ligando a centenária Praça da República a zonas urbanas novas, criando espaços verdes, tratando as margens da ribeira de Penoutas e recuperando a parte das casas dos caseiros da antiga Quinta do Mosteiro que são propriedade do município.
1ª fase da obra incide na desmatação do terreno
1ª fase da obra incide na desmatação do terreno
Trata-se de um projeto integrado, cuja execução, tem em conta a riqueza patrimonial, a identidade e a matriz rural que caracteriza o concelho de Cabeceiras de Basto e que contribuirá seguramente para salvaguardar o património local e para dar a conhecer o dinamismo desta terra e das suas gentes, ao mesmo tempo que cria espaços de fruição pública, mais aprazíveis e esteticamente tratados.
A criação do Parque Urbano da vila integra o projeto mais alargado designado Regeneração Urbana - Programa de Ação Centro Verde que, por sua vez e para além da criação do Parque Urbano, contempla outras três operações distintas, designadamente: a Melhoria e valorização da ligação da Praça da República ao Parque Urbano, o Arranjo Urbanístico a Sul do Mosteiro e a Qualificação Energética e Tecnológica.
Autarca falou das várias ações do projeto da Regeneração Urbana
Autarca falou das várias ações do projeto da Regeneração Urbana
A melhoria e valorização da ligação da Praça da República ao Parque Urbano integra a criação da Casa do Tempo (Centro Interpretativo), uma obra que resultará da recuperação de parte das antigas casas dos caseiros; o Arranjo Urbanístico a Sul do Mosteiro contempla intervenções de melhoria do Parque do Mosteiro) e construção de passeios e arranjo de taludes e jardins na Av. Francisco Sá Carneiro, Rua Dr. Agostinho Moutinho e Av. Cardeal D. António Ribeiro; e a Qualificação Energética e Tecnológica compreende a Rede Wi-Fi – internet sem fios disponível na Praça da República e envolvente ao Mosteiro e Parque Urbano, assim como a minigeração (instalação de painéis fotovoltaicos na cobertura do mercado municipal para a produção de energia).
O investimento global na Regeneração Urbana da vila sede do concelho ascende aos dois milhões de euros.
“Esta é uma obra feita no coração da vila, à volta do mosteiro, nosso ex-líbris, que passou ao longo dos anos por várias intervenções. Começámos pelo Jardim dos Arcebispos, seguiu-se o Parque do Mosteiro, depois a intervenção na Praça da República e agora a intervenção que está a ser realizada nas antigas casas dos caseiros com a criação da Casa do Tempo e com a criação do Parque Urbano”, destaca o autarca Joaquim Barreto, afirmando que a obra “vai mostrar aquilo que temos de melhor, potenciando o fator água e a mobilidade humana”.
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O presidente da Câmara Municipal destaca, ainda, o facto desta empreitada ser o resultado do trabalho de “muita gente”, que tem contribuído para enaltecer e valorizar o projeto da Regeneração Urbana, que permite valorizar a paisagem e dignificar o património edificado do centro histórico e sua envolvente, sala de visitas de Cabeceiras de Basto.

Casa do Tempo pronta em maio de 2013

A aquisição de parte das antigas casas dos caseiros pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto à Diocese de Braga veio acelerar o processo de regeneração urbana daquele espaço contíguo à Ribeira de Penoutas, localizado nas imediações do Mosteiro e do Externato S. Miguel de Refojos e cuja necessidade de intervenção era há muito sentida e reivindicada pela população e pela autarquia.
A recuperação das casas dos caseiros da Quinta do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, que se encontravam devolutas e muito degradadas, constitui mais um passo para a dignificação e valorização não só do imponente Mosteiro de origem Beneditina, mas também da sua envolvente.
A Casa do Tempo, que vai nascer nas antigas casas dos caseiros, fruto da recuperação e adaptação do espaço, estará disponível ao público em maio de 2013 com uma nova funcionalidade, permitindo aos cabeceirenses e a quem visita o concelho, recorrendo às novas tecnologias, obter informação turística do concelho, mas também inteirar-se da dinâmica local registada em diversos sectores, assim como, das potencialidades que o concelho encerra.

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