Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-10-2012

SECÇÃO: Saúde

Município de Cabeceiras de Basto tomou posição sobre retirada de ambulância SIV e respetiva tripulação de Cabeceiras de Basto

Ambulância do INEM com as valências de suporte imediato de vida deixou Cabeceiras de Basto  no passado dia 1 de outubro
Ambulância do INEM com as valências de suporte imediato de vida deixou Cabeceiras de Basto no passado dia 1 de outubro
Reestruturação dos Meios de Emergência Médica do INEM levou o Executivo Municipal a reunir no passado dia 4 de outubro, em sessão extraordinária. Em causa esteve a saída da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) do concelho. A autarquia cabeceirense deliberou “reprovar, condenar e expressar o seu descontentamento pela forma estranha, incompreensível, absurda e inaceitável, como foi conduzido este processo.

A Reestruturação dos Meios de Emergência Médica do INEM – Prestação de Serviços de Emergência Médica no Concelho – Retirada de Cabeceiras de Basto da Ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) do INEM e respetiva tripulação foi o único ponto em análise e discussão durante a reunião extraordinária da Câmara Municipal, realizada no passado dia 4 de outubro.
Confrontados com a retirada da Ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) do INEM de Cabeceiras de Basto e “após vários contactos efetuados”, o executivo municipal tomou uma nova posição, difundida à imprensa através de um comunicado. No documento pode ler-se: “considerando que não está ainda concluída e implementada a Rede Nacional de Emergência e Urgência e a Reconfiguração do mapa de Agrupamentos dos Centros de Saúde não se compreende por que avançou o INEM para a Reestruturação dos Meios de Emergência Médica do INEM, já que esta decisão poderá, no futuro, gerar desconformidades no tipo de serviços prestados e não respeitar o Despacho nº 14898/2011, de 3 de novembro, de Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde; considerando que a Ambulância SIV que operava no nosso concelho, era uma Ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) com equipamentos adequados à prestação de cuidados de saúde diferenciados, tais como manobras de reanimação, a funcionar 24 horas por dia, e com uma tripulação composta por um Enfermeiro, com formação em suporte imediato de vida, e um tripulante de emergência médica (TAE) - Técnico de Ambulância de Emergência e que a Ambulância SBV (Suporte Básico de Vida) que acabou de ser instalada nos Bombeiros Cabeceirenses, no dia 1 de outubro, com uma tripulação de dois Técnicos de Ambulância de Emergência, não garante as mesmas respostas em termos de prestação de cuidados de saúde de emergência e urgência aos doentes e sinistrados; considerando que a deslocalização e retirada da Ambulância SIV e da sua tripulação do concelho de Cabeceiras de Basto e a consequente entrega e colocação da Ambulância SBV (Suporte Básico de Vida) nos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, no dia 1 de outubro, decorre, segundo o ofício do INEM, da assinatura do protocolo celebrado no passado dia 28 de setembro, entre o INEM e os Bombeiros Cabeceirenses; considerando que a população de Cabeceiras de Basto, com esta mudança de Ambulâncias SIV (Suporte Imediato de Vida) por SBV (Suporte Básico de Vida), com respostas totalmente diferentes em cuidados de saúde de emergência e urgência e tripulações também diferentes, fica prejudicada com a diminuição da qualidade de serviços essenciais e fundamentais para a vida das pessoas; considerando que a Câmara, a Assembleia Municipal e as Juntas de Freguesia são os organismos públicos que legitimamente e democraticamente representam as populações na prossecução dos seus interesses; considerando que o protocolo assinado entre o INEM e os Bombeiros Cabeceirenses ultrapassa o âmbito da representação destas duas entidades, já que se reflete na prestação de cuidados de saúde de emergência e urgência em toda a população de Cabeceiras de Basto; considerando que este processo foi tratado nas costas da Câmara Municipal que foi ignorada, desrespeitada, desconsiderada e até traída no desenvolvimento e na execução do mesmo processo; considerando que este protocolo, pelo que antes foi referido, prejudica e afeta a capacidade negocial e reivindicativa da Câmara Municipal perante os organismos oficiais competentes; considerando que é um dever da Câmara Municipal e dos restantes órgãos autárquicos concelhios e de freguesia defender, por todos os meios ao seu alcance, a continuidade da prestação de cuidados de saúde essenciais e vitais para a qualidade de vida e bem-estar dos cidadãos; considerando que a Câmara Municipal reconhece a capacidade e valoriza o trabalho desenvolvido pelos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses; a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto deliberou por unanimidade: “reprovar, condenar e expressar o seu descontentamento pela forma estranha, incompreensível, absurda e inaceitável, como foi conduzido e decorreu este processo, à margem da Câmara Municipal e que traz gravosas consequências para a população do nosso concelho; não aceitar esta posição e defender por todos os meios ao seu alcance os direitos dos Cabeceirenses, principalmente na prestação dos serviços de saúde essenciais e fundamentais à sua qualidade de vida; manifestar a nossa disponibilidade para dialogar com a ARS Norte, o INEM e outras entidades, nomeadamente do Ministério da Saúde com o objetivo de manter os cuidados de saúde de emergência e urgência que existiam no concelho até 30 de setembro do corrente ano, através de uma Ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) com (TAS) Técnicos de Ambulância e Socorro dos Bombeiros Cabeceirenses e com enfermeiros especializados em suporte imediato de vida, a colocar nas instalações dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses; criar uma Comissão constituída pelo Presidente da Câmara, Presidente da Assembleia Municipal, um Vereador a designar pela Coligação “Pela Nossa Terra”, Presidente da Junta de Freguesia de Refojos de Basto, um representante da Ordem dos Médicos e um representante da Ordem dos Enfermeiros para desenvolver as diligências que se revelarem necessárias para o cumprimento desta deliberação; e dar a conhecer esta tomada de posição ao Ministério da Saúde, à ARS Norte, ao INEM, à Assembleia Municipal, às Juntas e Assembleias de Freguesia, bem como à população de Cabeceiras de Basto e à Comunicação Social”.

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