Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 01-10-2012

SECÇÃO: Cultura

Cortejo Etnográfico saiu à rua nas Festas de S. Miguel

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Apesar das condições atmosféricas adversas que se fizeram sentir, um magnífico cortejo etnográfico percorreu no dia 23 de setembro, as principais ruas da vila de Cabeceiras de Basto, atraindo numeroso público que aqui se deslocou para ver passar dezenas de viaturas e muitas pessoas provindas de praticamente todas as freguesias para mostrar os usos e os costumes mais genuínos desta terra de Basto.
Um cortejo que refletiu o trabalho de uma equipa - constituida pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, pelos Presidentes de Juntas de Freguesias, responsáveis pela Comissão de Festas, entre outros - que nos últimos meses laborou em permanência, reunindo com as Juntas de Freguesia e as Associações locais, envolvendo as diferentes faixas etárias da população e escolhendo temas que no seu entender melhor identificam cada uma das localidades.
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Apresentando outros olhares sobre o património concelhio, o cortejo exibiu quadros cénicos representativos das profissões, do património edificado e natural, das atividades agrícolas e outros painéis alusivos ao artesanto, ao folclore e às tradições. A Casa da Torre e o Pelourinho de Abadim; o Largo da Serra no início do Século XX, do Arco de Baúlhe; o lagar do azeite, de Basto; o enchimento dos charegos (colchões de palha), de Cavez; a malhada do milho de Cabeceiras de Basto (S. Nicolau); os jogos tradicionais, da Faia; o cerrar da madeira, de Gondiães; as figuras tradicionais da freguesia de Outeiro; a capela de S. Sebastião, de Painzela; a Fonte da Cruz, de Passos; o ciclo do linho, de Pedraça; os Carvoeiros de Chacim, da freguesia de Refojos; a malhada do feijão de Riodouro; e as paisagens bucólicas e a pastorícia, da freguesia de Vilar de Cunhas, evocaram assim, diversas práticas tradicionais.
Usos e costumes de outrora, produtos e potencialidade locais, foram assim, exaltados neste cortejo que anualmente, tem como objetivo promover e divulgar a cultura popular e etnográfica desta terra de Basto.
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Centenas de pessoas foram ao longo dos últimos meses mobilizadas para construir e ornamentar os carros alegóricos, bem como participar nos mesmos, dando corpo a um cortejo renovador onde a criatividade, a inovação no tratamento dos temas apresentados surpreenderam o público que se posicionou ao longo do trajeto.
De referir que este cortejo etnográfico, marcado por uma forte componente cénica, emerge também de um trabalho de transformação cultural que tem sido levado a cabo nos últimos tempos neste concelho, com a criação do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. Uma iniciativa que tem vindo a agregar diversos agentes e população local em torno de oficinas de teatro, de escultura e de expressão, que tem registado o agrado e grande adesão por parte de crianças, jovens, adultos e idosos, onde todos podem participar e dar o seu contributo.
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Esta iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e pela empresa Emunibasto, em parceria com as diversas autarquias e entidades que deram corpo ao Cortejo.
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