Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-08-2012

SECÇÃO: Informação

Concursos de mel, broa e raças autóctones

Francisco Lopes foi o vencedor do Concurso de Mel
Francisco Lopes foi o vencedor do Concurso de Mel
O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, acompanhado pelos presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos e Vilar de Cunhas, respetivamente, Francisco Alves e Eng.º Manuel Ramos, pelos vereadores Dr. Domingos Machado e Francisco Pereira e pelas administradoras da Emunibasto e Basto Vida, Dra. Fátima Oliveira e Dra. Catarina Ramos, entregou, no passado dia 11 de agosto, os prémios aos vencedores dos Concursos de Mel, Broa e Raças Autóctones (galinhas, ovelhas e cabras), todos eles destinados a produtores de Cabeceiras de Basto. A iniciativa inseriu-se no âmbito do Encontro das Comunidades de Cabeceiras de Basto que, entre outros, promoveu os produtos locais.
Este ano, a iniciativa organizada pelo Município Cabeceirense, conjunta-mente com a Delegação do Ave da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), contou com a colaboração da Associação Apícola do Minho e Lima (APIMIL) e da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima.
Na oportunidade, o delegado Regional do Ave, Eng.º António Fernandes, agradeceu a presença daqueles que trouxeram os seus produtos e raças autóctones a concurso e ao presidente da Câmara todo o apoio dado a este tipo de iniciativas. Dirigindo-se aos produtores, António Fernandes garantiu que a DRAPN “tomará em atenção as sugestões” dadas pelos produtores de mel, da broa, das galinhas, das ovelhas e das cabras.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal dirigiu as primeiras palavras de agradecimento aos produtores e também a todos os que associaram à iniciativa, desde logo à Delegação do Ave da Agricultura e Pescas, à Associação Apícola do Minho e Lima (APIMIL) e aos técnicos da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, da Emunibasto e da Basto Vida.
Joaquim Barreto salientou a importância dos produtos locais, lamentando o facto do interior ter cada vez menos gente. De acordo com o autarca, “uma das formas de mantermos as pessoas nas aldeias é criar-lhes riqueza nas suas próprias terras, assim como bem-estar”.
E acrescentou: “o Município de Cabeceiras de Basto pretende também proporcionar melhores condições de vida às pessoas. No que concerne aos produtos locais temos que sensibilizar os produtores e criadores para fomentar a produção local. As entidades, como a Cooperativa Cabasto, a Mútua de Basto/Norte, a Delegação Regional e o Estado e as Juntas de Freguesia, devem ter consciência que só podemos manter o nosso concelho com população se lhes criarmos condições”.
“Se o Estado não apoia, temos nós (Câmaras, Juntas de Freguesia) de dar incentivos à produção animal, nem que sejam simbólicos, para mostrarmos que reconhecemos e valorizamos o trabalho dos produtores/criadores”.
De acordo com Joaquim Barreto é necessário “criar formas de promover e valorizar os produtos genuínos, criando circuitos de comercialização que garantam ao produtor e não aos intermediários um maior lucro. Esta tem que ser a nossa aposta”, reafirmou o edil.
Garantindo que “os produtores locais são muito importantes para o desenvolvimento de uma terra”, Joaquim Barreto apelou-lhes para sentirem brio nos animais e nos produtos que produzem, incentivando, igualmente a Cooperativa Cabasto a continuar a apostar e a valorizar os produtos locais.
“Temos de ter imaginação, criatividade, força e firmeza. Não desistir e procurar que os produtores se entreajudem”, destacou Joaquim Barreto, concluindo que já demos um passo importante com o registo da marca ‘Raízes de Basto’, sendo agora necessário criar o cabaz com os produtos da terra de qualidade e que nos possam identificar.

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