Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-06-2012

SECÇÃO: Opinião

A MÍTICA CAMINHADA DE MOIMENTA

Alexandre Teixeira
Alexandre Teixeira
Todos os anos por alturas do mês de junho, este ano a 7 de julho,realiza-se no lugar de Moimenta freguesia Cavez a tradicional caminhada denominada “Ares da aldeia”.Esta caminhada tem-se imposto no conceito dos seus participantes como muito interessante não só pela boa organização, mercê da carolice de um punhado de jovens rapazes e raparigas que pelo menos uma vez por ano dão vida, alegria e muita animação a essa pacata aldeia que é o lugar de Moimenta.
Esta caminhada planificada com a devida antecedência pelos seus organizadores tem um traçado diferente de ano para ano, tendo sempre em conta o que de mais bonito há para mostrar em termos paisagísticos aos seus participantes tendo sempre como pano de fundo a Ribeira de Moimenta parcialmente incluída no seu trajeto e que tem em toda a sua extensão uma beleza muito grande no que respeita ao seu leito, às águas cristalinas que formam lagos e pequenas cascatas até à luxuriante vegetação que a rodeia. O traçado é previamente limpo e removidos os matos e tudo que possa ser obstáculo aos participantes e devidamente sinalizado com fitas sempre que se dão mudanças de direção, não havendo por isso o perigo dos caminheiros se perderem, além disso em todo o seu percurso há voluntários prontos a prestar a sua ajuda a que eventualmente tiver alguma dificuldade em determinado troço ou seja vencido pelo cansaço, mas neste caso há viaturas disponíveis para qualquer situação.
Ao longo da caminhada temos dois pontos de abastecimento onde é fornecida água e fruta a todos os participantes e convém informar que há ainda um traçado mais pequeno e mais suave para quem não se sinta capaz de percorrer monte acima e monte abaixo os doze kilómetros normalmente previstos.
O preço da inscrição tem sido de 12.50 Euros incluindo pequeno-almoço, almoço e lanche com música da boa para animar a malta, T shert e proteção solar para a cabeça. O convívio normalmente muito agradável decorre num espaço bonito que é o parque de merendas junto ao rio Tâmega e praia fluvial de Cavez e sede do clube de caça e pesca da mesma freguesia.
Então no dia aprazado, logo de manhãzinha o povo vindo de vários pontos do norte do país começa a afluir para o centro do lugar de Moimenta, com ou sem inscrição prévia mas isso não importa porque a mesma pode ser feita antes da partida no café Lagarteiro onde está instalada a sede do evento.
Assim, gente de todas as idades de semblante alegre e descontraído vão chegando ao local, uns com os paus de apoio, outros com bengalas, mochilas, calçado e traje apropriado, todos aguardam com ansiedade o sinal de partida. Feita a contagem ronda as três centenas de participantes, é finalmente dado o sinal de partida e todos se encaminham pelo itinerário estabelecido pela organização através de um prospeto previamente distribuído.
Os mais audazes rapidamente saltam para a cabeça do pelotão, há depois o grupo intermédio e só depois os que caminham na desportivo, isto é, quando chegar cheguei… Pelo caminho vão travando conhecimento e por vezes reencontram-se pessoas amigas que já não via-mos à sessenta anos como aconteceu comigo o ano passado. Outras munidas de máquina fotográfica ou câmara de filmar vão registando o acontecimento para memória futura.
Finalmente duas horas e pico depois da partida, começam a surgir os primeiros caminheiros que vão terminando a sua prova com ar triunfante junta à praia fluvial de Cavez. A partir daí vão chegando a conta gotas mais e mais até ao último participante que chega bem depois gastando mais de três horas a fazer a caminhada, contudo chegou feliz e contente como os demais.
É então chegada a hora de retemperar energias e toda a gente de prato e copo na mão espalhada pelo basto parque de merendas vai fazendo bem ao corpo e à alma até à chegada do caldo verde que culmina com um dia bem passado ao som de música gravada ou ao vivo prometendo estar presente no próximo ano se a vida o permitir.

Por: Alexandre Teixeira

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