Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-06-2012

SECÇÃO: Desporto

Antigos Atletas dinamizam escolinhas de futebol

Grupo é atualmente composto por 54 crianças
Grupo é atualmente composto por 54 crianças
Cinquenta e quatro crianças, dos 5 aos 12 anos de idade, reúnem-se aos sábados de manhã no Parque do Mosteiro, na sede da vila Cabeceirense, para aprender a jogar futebol. Muitos sonham com uma grande carreira futebolística mas a maioria quer, para já, poder um dia vir a jogar num clube da terra e fazer jus à camisola de Cabeceiras de Basto.
Dinamizadas pela Associação dos Antigos Atletas do Atlético Cabeceirense, as escolinhas de futebol começaram recentemente a dar os primeiros passos, sendo já hoje um sucesso entre as camadas mais jovens.
“Há cerca de 4 meses decidimos vir para o campo do Parque do Mosteiro. Inicialmente apareceram 4 ou 5 miúdos e hoje estamos com 54 crianças”, destacou Avelino Lima Leite, primeiro impulsionador das escolinhas de futebol e treinador das crianças, referindo que este projeto assenta em várias vertentes: a formação das crianças como jogadores, a formação para a vida e o incentivo aos estudos. “Nós dizemos aos miúdos que só vêm para cá jogar se tiverem boas notas pois se as notas forem más têm de ficar em casa a estudar”, revelou Lima Leite.
Com a enorme adesão das crianças, o espaço eleito para a formação futebolística já vai sendo pequeno para dar respostas a todas as solicitações, estando a Associação dos Antigos Atletas do Atlético Cabeceirense a equacionar novas formas de trabalho sem colocar em causa a “união cada vez mais forte existente entre os miúdos”.
Visivelmente orgulhoso e “muito satisfeito”, o treinador adiantou que os Antigos Atletas estão a pensar “criar dois horários: um de manhã e outro de tarde com grupos de 30”.
Apesar das vantagens inerentes ao trabalho em grupo com as várias camadas infantis, Lima Leite considera que o grande número de crianças “condiciona a disciplina” em campo.
Gonçalo Mendes
Gonçalo Mendes

Formação é prioridade

Atualmente, as escolinhas são coordenadas por seis elementos efetivos da Associação dos Antigos Atletas mas, de acordo com as necessidades, o número pode aumentar. “O plantel de veteranos é de 26 jogadores e todos estão disponíveis para vir para cá trabalhar”, assegurou Lima Leite.
Neste momento, as crianças estão a aprender a base daquilo que é o futebol: como se faz um passe, a condução de bola, o drible, o remate, entre outros. Depois de “ganharem disciplina tática” dentro do campo e estarem devidamente organizadas, as crianças vão começar a participar em jogos.
Gonçalo Pacheco
Gonçalo Pacheco
“Nós queremos entrar nos campeonatos com equipas mais ou menos organizadas porque os miúdos não aceitam bem as derrotas”, avançou Lima Leite.
Neste momento, é apenas cobrada aos pais a quantia de 5 euros por mês para comprar material. Com essa verba a associação já comprou balizas e bolas e pretende comprar camisolas de cores diferentes para identificar os vários escalões. No final, “o que dinheiro que sobrar é para fazer um convívio com todos os miúdos”, destacou o treinador.
Rui Pedro Silva
Rui Pedro Silva
Atualmente, as escolinhas de futebol da associação contam com um grupo de dez meninos com 5 anos de idade, 20 meninos com idades entre os 7 e 9 anos e, ainda, 18 meninos com 10, 11 e 12 anos.
Para o treinador Lima Leite, a formação das crianças é essencial. Que o diga o grupo de trabalho dos Antigos Atletas do Atlético Cabeceirense, que está muito empenhado em trabalhar com aquela importante massa humana.
Lima Leite está convencido de que, num futuro próximo, as coletividades do concelho passem a ter só jogadores do concelho e não tenham que recorrer a jogadores de fora. “Isto é possível. Eu fui treinador do Cabeceiras e tinha 19 jogadores da terra e parte deles que vinham dos juniores treinados por mim e pelo meu irmão. Por isso, eu tenho a certeza que será possível voltarmos a ter um plantel só com jogadores de Cabeceiras de Basto”, garantiu Lima Leite.
O treinador apelou aos pais que colaborem, assim como às instituições que têm possibilidades. “Nós queremos ter condições para trabalhar e as instituições de Cabeceiras de Basto serão beneficiadas com este projeto”, sublinhou.
Para além das escolinhas de formação de futebol, a Associação dos Antigos Atletas do Atlético Cabeceirense, em que os próprios jogadores são os sócios, dinamiza outras atividades para as crianças, como é o caso das atividades de sensibilização ambiental.
Rui Pedro Silva
12 anos - Arco de Baúlhe

Vim para me divertir e jogar futebol com os meus amigos. Está a ser divertido. Já aprendemos como sair à bola, como passar, como rematar. Gosto muito de futebol e gostava de ser jogador e para isso vou trabalhar muito.
Gonçalo Mendes
12 anos - Refojos
Vim para as escolinhas desde que esta atividade começou porque gosto muito de futebol. Vim sozinho mas já tenho cá muitos amigos. Estou a gostar de aprender a jogar no coletivo. Já nos ensinaram várias coisas. O futebol é o meu desporto favorito. Cabeceiras está a evoluir a nível futebolístico e está a evoluir ao nível da atividade física. Atualmente, jogo na Contacto Futsal.
Gonçalo Pacheco
8 anos - Outeiro

É um sonho ser jogador de futebol. Trabalho muito para conseguir alcançar esse sonho e vim para cá jogar com os meus amigos. O futebol é importante e aqui são todos fixes. Estou a aprender muito.

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