Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-04-2012

SECÇÃO: Informação

No dia 1 de maio

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Cabeceiras de Basto recria Lavoura Tradicional

À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a Cooperativa Basto-Vida, com o apoio da empresa municipal Emunibasto, vão promover no próximo dia 1 de maio, mais uma lavoura tradicional.
Trata-se de uma iniciativa que envolve anualmente centenas de populares, para participar numa iniciativa que tem como objectivo principal reviver tradições, recriar os trabalhos rurais outrora usuais nesta terra e divulgá-los junto das gerações mais novas promovendo, simultâneamente, o convívio inter-geracional e a partilha de saberes ancestrais.
De regresso à Quinta da Portela, em Refojos de Basto, esta Lavoura assinala também, a comemoração do Dia do Trabalhador.
Assim, pelo quinto ano consecutivo dezenas de pessoas estão “convidadas” para dar corpo a esta iniciativa que conta ainda com o apoio de algumas Juntas de Freguesia, assim como, de muitos particulares que habitualmente participam nesta jornada etnográfica e cultural.
Na iniciativa é esperada a presença de jovens, menos jovens e população em geral, uns para participar, outros para assistir a esta lavra à moda antiga, onde várias juntas de gado maronês e barrosão, puxarão arados e grades, desbravando a terra e criando condições para o cultivo do milho. Uma prática de amanho outrora muito usual nesta terra minhota, mas que o tempo foi substituindo por tractores e alfaias mais modernas, recorrendo por isso, à necessidade de envolver menos gente nos diferentes afazeres agrícolas.
Em tempos, o sector mais abrangente do concelho, a agricultura foi cedendo lugar aos sectores secundário e terciário, que actualmente ocupam grande parte da população cabeceirense. Recordações para uns, prática ainda diária para outros e novos conhecimentos para a maioria, assim se traduz esta jornada, dominada por melodias tradicionais e enriquecida com a gastronomia local.
A Lavoura propriamente dita começa cedo – pelas 8h30m - com a concentração das pessoas, que, após tomar o “mata-bicho” (broa e aguardante) e uma vez munidos de alfaias agrícolas diversas, darão início aos trabalhos da lavoura inerentes à semeada do milho. Espalhar o estrume, lavrar da terra, passar a grade e finalmente semear o milho, são as tarefas a efectuar ao longo da manhã. Como é hábito, está igualmente prevista uma pausa para que os ‘agricultores’ possam degustar o pequeno-almoço. Os trabalhos retomarão de seguida. Terminada a lavoura, as toalhas serão estendidas em pleno campo para o repasto, cuja ementa, típica, integra iguarias comummente utilizadas e que anualmente têm registado o agrado de todos os presentes. No final, a lavoura tradicional, dará lugar à festa popular ao som de tocadores e cantadores.
Trata-se assim, de uma jornada que visa divulgar e preservar os usos e costumes que, para uns representam o recordar de outros tempos e para as gerações mais novas, uma verdadeira “lição” de história, cultura e etnografia. Trata-se por isso, de um convívio intergeracional e o avivar das tradições de um povo com matriz essencialmente rural, que a organização pretende proporcionar aos Cabeceirenses e a todos os que nos visitam nesta época.

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