Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-08-2011

SECÇÃO: Reportagem

Apicultores querem atingir produção de 10 toneladas anuais

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“Enquanto tiver saúde quero dedicar-me à apicultura”, afirma, confiante, o apicultor Francisco Lopes, cujo objectivo é atingir uma produção anual de 10.000 quilos de mel.
“Quero ver se não desisto das abelhas sem chegar à colheita de 10 toneladas por ano. Esse é o meu objectivo”, desabafa o produtor de Refojos que já tem em vista “dois locais” para alargar a produção de mel de Cabeceiras de Basto.
“Neste momento estamos a tentar contactar os responsáveis desses terrenos para que nos facilitem a colocação das colmeias no concelho Cabeceirense e concelhos vizinhos”, avançou Francisco Lopes, considerando que os incêndios florestais estão na origem da procura de novos locais, onde os montes ainda não tenham ardido.
A busca de novas zonas para a colocação de apiários está intrinsecamente ligada à floração existente, de onde o néctar das flores é retirado pelas abelhas.
“A tonalidade do mel (mais escuro ou mais claro) está relacionada com a floração a que as abelhas estão expostas”, explica José Manuel Sousa, produtor do Arco de Baúlhe.
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Em zonas de exposição à urze, o mel produzido pelas abelhas é mais escuro, mais encorpado e mais intenso e até pesa mais. Se as abelhas estiverem em zonas de eucaliptos, pomares e citrinos, então o mel produzido é considerado multifloral.
Este ano, a grande parte da produção foi a de mel multifloral “devido aos incêndios florestais que queimaram a urze existente nos montes”, sublinham os apicultores que continuam a ter “clientes para todos os gostos”.
Os produtores, que obtiveram a certificação do mel de urze, têm esgotado a produção nos últimos três anos e 2011 não será uma excepção porque “a colheita deste ano é muito boa”, garante Francisco Lopes.
Porque a paixão pelas abelhas e pelo mel ainda não esmoreceu, os apicultores prometem continuar a dedicar o seu tempo e trabalho aos pequenos insectos.
“Sem lidar com abelhas não vivia”, afiança José Manuel Sousa, que já foi “muitas vezes picado mas a verdade é que não tem medo nenhum às abelhas”.

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