Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2010

SECÇÃO: Opinião

A moleira da Ponte Velha

Deolinda de Magalhães, os filhos não a esquecem e ….que saudades!

foto
Nasceu a 16 de Dezembro de 1910 e faleceu a 25 de Dezembro de 1999.
Faz 100 anos do seu nascimento, vai ser lembrada em missa a ser celebrada em sua memória e os seus três filhos já falecidos.
Todos nós e já de cabelos brancos, não esquecemos o dom do respeito pela nossa mãe;
Pelos seus ensinamentos religiosos, seriedade, e de respeito pelos outros, mas também que nunca nos deixássemos abater quando tivéssemos razão. A respeito disto, se não me levam a mal, no meio, de muitos casos e histórias da minha mãe, eu não resisto e vou contar uma.
Certo dia uma freguesa foi levar a fornada ao moinho para moer. No fim de a entregar, ficou a conversar com a minha mãe, e na conversa a freguesa disse-lhe que o filho tinha ficado livre da tropa, a minha mãe disse à senhora: o seu filho é tão grande e forte e ficou livre? Ficou! Ó senhora Maria desculpe que lhe diga mas o seu filho deve ter algum defeito. Não tem não! Olhe senhora Maria eu tenho quatro rapazes e até não são grandes, mas foram todos à tropa, é sinal que têm as medidas! O seu grande, mas se ficou livre, desculpe mas ele tem que ter algum defeito. Defendeu logo ali os seus filhos.
Quando a minha mãe me contou eu disse-lhe: Ó mãe fez mal, a senhora pode deixar de vir moer a formada. Olha se deixar de vir, não tem razão, disse está dito! Os meus filhos não são grandes mas sãos e escorreitos. (era assim que se dizia dantes).
Termino respeitosamente, desejando a todos os leitores um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

António de Magalhães Machado





© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.