Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 25-10-2010

SECÇÃO: Política

Congresso do PS: militantes aprovam discussão da regionalização

XIV Congresso de Braga do PS juntou mais de 300 militantes
Mais de 300 militantes do Partido Socialista (PS) participaram no XIV Congresso Federativo de Braga, uma iniciativa que decorreu no passado dia 23, na ‘Casa do Park’, em Vizela.
Duas semanas depois da recondução do autarca de Cabeceiras de Basto na liderança da Distrital rosa, muitos foram os elogios à pessoa e ao líder Joaquim Barreto, que completou 10 anos à frente dos destinos da Federação.

António Ramalho, Domingos Bragança, Joaquim Barreto, Dinis Costa e Joaquim Costa
António Ramalho, Domingos Bragança, Joaquim Barreto, Dinis Costa e Joaquim Costa
A Moção Global de Orientação Política intitulada ‘Crescer e Inovar para Continuar a Vencer’ foi aprovada por maioria, com um voto contra e com uma abstenção. Em traços gerais, o documento defende “a economia de mercado regulada pelos poderes públicos e um novo modelo de desenvolvimento à escala do mundo que articule o crescimento, a inovação e as tecnologias com a sustentabilidade, a criação de empregos e a protecção social”. A formação continua também a ser uma aposta “reforçada com o objectivo da valorização humana e política dos militantes e simpatizantes”.
Na sua intervenção, o socialista, Joaquim Barreto, abordou os temas da coesão social e da desertificação do interior, apontando como soluções o desenvolvimento sustentado, defendendo ainda a governação de proximidade – regionalização – que deve ser colocada na agenda política.
Na apresentação do relatório do último mandato ao Congresso, o presidente da Federação mostrou-se orgulhoso e satisfeito, salientando que “o PS está de consciência tranquila, com sentimento de vitória e com confiança para o futuro”.
Referindo que o Partido Socialista, no distrito de Braga, aumentou o número de militantes e teve resultados acima da média nacional nas Eleições Europeias e Legislativas realizadas em 2009, Joaquim Barreto mostrou-se entusiasmado pela conquista de novas câmaras municipais, como foi o caso de Barcelos, Terras de Bouro e Vieira do Minho. “O nosso partido cresceu, unificou-se e está mais forte”, sublinhou.
Já no discurso de encerramento do Congresso Distrital do PS, Barreto afirmou que “os desafios que temos pela frente são os mais importantes depois de Abril de 1974”, cujas “soluções exigem que todos sejamos responsáveis”.
Defendendo a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, Joaquim Barreto apelou ao voto no candidato socialista às eleições presidenciais – Manuel Alegre.
“Se o candidato da direita não vencer na primeira volta, como esperamos, Manuel Alegre terá todas as possibilidades de vencer na segunda volta”, atirou o líder, apelando “ao esforço e à militância activa” dos socialistas.

Balanço

Joaquim Barreto defendeu Moção Global
Joaquim Barreto defendeu Moção Global
“Eu considero que o balanço dos 10 anos de actividade do PS, sem qualquer vaidade mas com orgulho de ser socialista, é um balanço positivo. O partido hoje está organizado em todos os concelhos do distrito e tem autonomia, dinâmicas e projectos próprios”, acentuou Joaquim Barreto, referindo-se à “afirmação e à valorização do PS”.
Hoje, no distrito de Braga (em 14 municípios), o PS detém oito presidências de câmara, “o que é um resultado muito positivo”, frisou, garantindo que “o PS, dia-a-dia, de forma sustentada, está a implantar-se ao nível autárquico com muita consciência e com muita sustentabilidade, alcançando o poder para intervir e para realizar investimentos, criar serviços e prestar melhores condições de vida às populações”.
Quanto ao futuro, o presidente da Federação de Braga quer que o PS “continue a crescer de forma sustentada – um crescimento que tenha em conta a inovação, as tecnologias e as novas realidades do país, do distrito e do mundo”. Os novos desafios que se impõem estão, assim, relacionados com “a formação de novos quadros e com as respostas à crise, procurando agir em rede e utilizando as novas tecnologias”.

Joaquim Barreto faz história

Na sua intervenção, o anfitrião Dinis Costa, líder da Concelhia rosa em Vizela, disse que “há homens que pela obra que deixam, marcam e Joaquim Barreto é um exemplo para o país”. E acrescentou: “não é líder quem quer mas quem sabe ser”.
Para além dos rostos mais visíveis das Concelhias PS, associaram-se ao XIV Congresso o líder parlamentar socialista Francisco Assis, o deputado na Assembleia da República António José Seguro e os presidentes das Assembleias Municipais de Braga e Fafe, António Braga e Laurentino Dias, respectivamente.
O deputado na Assembleia da República, António José Seguro, deu os parabéns a Joaquim Barreto por ter “conseguido reunir, no Congresso, todas as concelhias do PS, onde impera a “pluralidade de pensamento e a unidade na acção”.
Elogiando a veia solidária do presidente da Distrital, António José Seguro lembrou que em Braga “vão haver mudanças por força da lei” e que “a nova geração de socialistas tem todas as condições para conseguir renovar o PS”.
“Nós fazemos uma equipa e as pessoas confiam em nós”, realçou o deputado, confessando: “eu acredito no PS”.
Francisco Assis, líder parlamentar do PS, destacou que “um Governo sério e responsável olha para a realidade e responde aos problemas”.
Defendendo o Orçamento de Estado, Francisco Assis refere que se trata de “um orçamento de rigor e exigência necessário ao país” e que “representa a coragem e a lucidez do Governo” numa altura em que os portugueses atravessam “sérias dificuldades”.
“Nós temos de reduzir a despesa e aumentar a receita”, evidenciou o líder parlamentar, atestando que “ninguém toma estas decisões com felicidade mas temos a consciência de que essas decisões eram necessárias”. O reforço da economia do Estado Social exige que “o PS seja capaz de estar unido”, concluiu.

Votação

Durante o XIV Congresso Distrital de Braga do PS foi aprovado por unanimidade e aclamação o Plano de Actividades, sendo o relatório da Comissão de Jurisdição aprovado por maioria, com uma abstenção. Também o relatório de contas da Federação foi aprovado por maioria, com uma abstenção.
Aprovadas por maioria foram duas moções intituladas ‘Continuar a Vencer com Manuel Alegre’ e a ‘Criação do Pólo do Ave do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave’, sendo aprovada por unanimidade uma recomendação ao Governo acerca do encerramento do serviço nocturno do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Vieira do Minho.
Rejeitada por maioria foi a moção sectorial sobre quotas, financiamento partidário e democracia interna.
No final, foram também aprovadas as listas para a Comissão Política liderada por Mesquita Machado (278 votos a favor, 20 brancos e 7 nulos); para a Comissão de Fiscalização Económica e Financeira liderada por Ivo Sá Machado (280 votos a favor, 17 brancos e 8 nulos); e para a Comissão de Jurisdição liderada por José Ferreira Lopes (282 votos a favor, 15 brancos e 8 nulos).

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