Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 12-07-2010

SECÇÃO: Opinião

Aos meus amigos que muito sabem das coisas da vida:

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Muito vos queria dizer nesta hora
para que fosseis carregados com tudo o que vos digo,
e jamais tivésseis uma oportunidade para se poderem esquecer de mim.
Mas as palavras são muito leves,
e, por isso, até cabem nesta folha de papel tão simples e banal.
É, então, que sinto que o que podereis levar
serão os gestos sempre ternos que tivemos uns para com os outros
capazes de aconchegar os corações em qualquer circunstância da vida…!
Percebo, mais uma vez, que o que podereis levar de mim são as vezes
em que sorrimos demais juntos;
em que brincámos demais juntos;
em que descobrimos demais juntos…!
Vocês fizeram-me entender que a felicidade pode ser aquele momento
em que assistimos juntos a um filme novo,
em que experimentámos aquele jogo engraçado…
A felicidade também esteve naquele dia
em que vos vi segurar devidamente num lápis de colorir,
ou quando vocês identificaram a diferença entre as letras maiúsculas e minúsculas.
Vocês, para mim, sabem tudo:
Mostraram-me que a vida é muito mais do aquilo que está ao alcance dos nossos olhos,
porque o meu coração enchia-se de ternura
quando executávamos aquelas mais pequeninas coisas…!
Lembram-se dos bolos que fizemos com as nossas mãos?!
Rimo-nos bastante do aspecto com que eles ficaram algumas vezes no final:
ora baixinhos de mais, ora mais queimados, ora com uma cor esquisita!...
Mas saboreámo-los com muita satisfação, sabem porquê?
Porque os fizemos todos com carinho e vontade de aprender!
Convosco aprendi também que não basta ter um diploma de um qualquer curso:
É preciso ser-se suficientemente grande para descer ao chão
e brincar às cinco pedrinhas,
dançar nas danças de roda
e sujar as mãos de vez em quando
para se poder pegar na vida e fazer dela uma grande aventura.
Aprendi muitas coisas nos livros da universidade,
mas não aprendi lá que:
Quando me dizem “Magda, consegui!” é a melhor coisa que alguém me pode dizer.

Obrigada!

(Texto dedicado aos meninos, meus alunos ).

Por: Magda Teixeira

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