Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2010

SECÇÃO: Informação

Ministro da Agricultura visitou Cabeceiras de Basto e apoiou criação de Banco de Terras para Arrendar

O Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Profº Doutor António Serrano, esteve no dia 12 de Maio, em Cabeceiras de Basto, para visitar vários projectos em curso neste concelho ligados ao sector agro-florestal.

Na Câmara Municipal, recebeu um Atlas da Serra da Cabreira
Na Câmara Municipal, recebeu um Atlas da Serra da Cabreira
Numa breve recepção na Câmara Municipal na qual estiveram presentes autarcas, técnicos ligados ao sector, dirigentes associativos e representantes de conselhos directivos de baldios, o Governante realçou a importância do mundo rural, cujas potencialidades urge divulgar e fomentar, por forma a contrariar a ideia actual do mundo rural e simultaneamente, criar estruturas e dinamizar projectos, que contribuam para o desenvolvimento sócio-económico, a captação de investimento e o consequente combate à desertificação. O Ministro da Agricultura, adiantou ainda que o mundo rural oferece uma panóplia de alternativas que podem ser transformadas em oportunidades capazes de contribuir para atenuar os índices de desemprego. Da mesma opinião partilhou o presidende da edilidade, Engº Joaquim Barreto, que no uso da palavra considerou que o mundo rural é sinónimo de riqueza e não de pobreza.

O Ministro visitou a Pista para Aeronaves de Cabeceiras
O Ministro visitou a Pista para Aeronaves de Cabeceiras
Roteiro pela montanha

A comitiva, partiu depois para um roteiro pela zona de montanha deste concelho, onde visitou a Pista para Aeronaves e Hipódromo Municipal, a Barragem e Zona de Lazer do Oural e o Posto de Fomento Cinegético, na freguesia de Abadim. A visita continuou em direcção à aldeia de Busteliberne, em Cabeceiras de Basto e ao Complexo Florestal da Veiga, na freguesia de Bucos. O Centro de Educação Ambiental de Vinha de Mouros e o Centro Hípico foram igualmente visitados.
Na sua intervenção considerou Cabeceiras um exemplo na valorização do património rural
Na sua intervenção considerou Cabeceiras um exemplo na valorização do património rural

Banco de Terras, um projecto-piloto no país

Na Mútua de Basto, descerrou a placa que assinala a sua passagem por aquela Associação de interesse público
Na Mútua de Basto, descerrou a placa que assinala a sua passagem por aquela Associação de interesse público
Após uma pausa para almoço, o programa prosseguiu com a assinatura do Protocolo de Mediação de Arrendamento Rural celebrado com a Associação Mútua de Basto/Norte. Um projecto-piloto, que o Ministro da Agricultura classificou um exemplo a seguir em outros Municípios. Este Banco de Terras apoiado pelo Ministério da Agricultura, será levado à prática em Cabeceiras de Basto pela Mútua que Basto e encerra um processo de mediação de arrendamento rural, que tem como objectivo o combate ao abandono das terras agrícolas, a promoção do investimento agrícola e agro-industrial, a fomentação da instalação de jovens agricultores e o incentivo ao arrendamento agrícola. Os promotores visam assim «fomentar uma articulação entre quem tem terra e não a utiliza e aqueles que procuram terra para trabalhar e não a têm», disse na ocasião o Governante que comparou a acção a uma «imobiliária que junta as duas partes». «Vamos aproveitar esta iniciativa para alargar a outros municípios, porque são parceiros muito próximos da realidade, conhecem os proprietários e conhecem quem quer investir», garantiu.
Na ocasião o titular da pasta da Agricultura, disse que «há muita terra abadonada», frisando também que existe «uma responsabilidade colectiva de garantir que possam ser utilizadas».
Uma responsabilidade que o presidente do Município, que é também presidente da Associação Mútua de Basto, Engº Joaquim Barreto partilha, pois considera que no caso de Cabeceiras de Basto, há cerca de quatro mil hectares de terreno incultos que, «em vez de produzirem alimentos, produzem combustíveis para incêndios». Este novo projecto tem seis meses para elaborar um plano de acção e terá vigência de dois anos. É uma mais valia para o concelho. Através desta mediação, a Mútua vai criar uma relação de confiança, incentivar à produção, criar mecanismos de apoio, procurando chamar jovens para trabalhar na agricultura. Com esta medida estamos também a contribuir para criar emprego, aumentar a produção, diminuir o risco de incêndios e também a combater a desertificação, concluiu o edil Engº Joaquim Barreto.
A jornada terminou com a visita às instalações da Mútua de Basto/Norte, colectividade concelhia de interesse público, que conta com mais de duas décadas a defender, valorizar e promover o desenvolvimento rural integrado e sustentado do concelho e da região.

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