Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-05-2010

SECÇÃO: Informação

Duas fachas de rodagem, uma só realidade

Faia, uma aldeia do concelho de Cabeceiras de Basto, é nesta altura do ano procurada pelos apreciadores de cereja.

D. Maria da Glória, uma vendedora de cerejas
D. Maria da Glória, uma vendedora de cerejas
É na orla da estrada que se concentram vendeiros (na maior parte dos casos do sexo feminino), a vender cerejas, principalmente ao Domingo para fazerem negócio com pessoas vindas de outras terras e dar a conhecer o produto da região.
Em relação a anos anteriores, este ano o negócio está pior, “devido à forte concorrência na zona e para além da crise que se sente, a construção da auto- estrada tirou muito movimento à estrada nacional, onde se faz a maior parte do negócio”, refere Ana Gomes, uma das vendedora com uma longa caminhada nestas andanças. Vende cerejas à 50 anos sempre na Faia e arredores. “Estou perto de casa, quando acaba a cereja o meu filho traz-me logo mais, acabadas de apanhar”.
Ana Maria gomes já viu de tudo, anos bons e anos maus, anos de boa cereja ou não.
Para Ana, “a cereja já deu mais do que dá agora. O principal problema é haver muita concorrência num meio tão pequeno”.
Ao ser questionada quanto à procura do seu produto, Ana afirma: “a cereja é tentadora, até mesmo por gula o cliente acaba por comprar”.
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Além da concorrência de vendedores existe também a concorrência de preços. O preço varia entre os dois e meio e os quatro euros o quilo.
Maria da Glória, também vendedora, mostra-se preocupada e diz que “antigamente as cerejas eram mais caras pois havia menos concorrência, este ano a cereja é mais fraquinha devido à meteorologia, o tempo anda muito instável e prejudica muito o amadurecimento da fruta”
Maria também é residente na Faia e, tal como Ana Gomes, estende o seu negócio perto de casa.
“ Estou perto de casa, quando acaba a cereja o meu filho traz-me logo mais, acabadinhas de apanhar”, afirma. Expõe todos os fins-de-semana, tal como a maior parte das vendedoras, pois não se justifica vender todos os dias porque há pouco movimento de tráfego.
A época da cereja é de Maio a Junho, são os meses fortes para o negócio.
Para além da cereja, o concelho advém de mais produtos regionais durante o resto do ano, para cativar a atenção dos que estão de passagem pela região.

Liliana Andrade

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