Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 19-04-2010

SECÇÃO: Informação

Dia 1 de Maio
Lavoura Tradicional

Como vem sendo hábito de alguns anos a esta parte, no dia 1 de Maio realiza-se, em Cabeceiras de Basto a Lavoura Tradicional.

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Cada vez mais, os cidadãos têm consciência comunitária do valor histórico e da riqueza etnográfica do seu património colectivo, da defesa e da conservação dos bens culturais, sobretudo desde a campanha do Ano Europeu do Património Arquitectónico (1975).
Neste contexto, procura-se manter a originalidade e a singularidade das realidades geográficas, das características materiais e imateriais do nosso território, preservando e reforçando a identidade local.
Conscientes da importância de manter vivos os usos e costumes de outrora e com eles o modus vivendi de um povo, a Câmara Municipal e a Emunibasto, E.M. com o apoio de várias associações culturais e recreativas locais, assim como dos Espaço de Convívio e Lazer, promovem em plena vila cabeceirense, mais precisamente na Quinta da Portela (Ponte de Pé), uma recriação dos trabalhos agrícolas dos nossos antepassados, das suas refeições, assim como das formas mais genuínas e autênticas de expressão seja na antiguidade dos cantares, na riqueza e na adequação dos instrumentos musicais e dos trajes, mas cuja mudança dos tempos vai lentamente deixando cair em desuso e apagando da nossa memória.
O programa propriamente dito começa pela manhã, com a concentração dos participantes no Parque do Mosteiro, onde será servido o tradicional “Mata Bicho” (broa e aguardente). O povo segue em romaria para a lavoura, começando por espalhar o estrume para depois dar início ao desbravar da terra onde o milho será semeado. Entretanto, está prevista uma paragem para o pequeno-almoço no qual será servido vinho, tremoços e figos secos. De volta à lavoura, os trabalhos prosseguem ao ritmo dos encorpados animais bovinos que sob a orientação do homem levam a cabo a árdua tarefa. O almoço com bacalhau, barriga de porco, vinho, água e broa é servido no final da serviçada, para satisfação de todos aqueles que mais um ano ali se deslocaram para dar corpo à Lavoura Tradicional, uns recordando tempos passados e com brio amanhando a terra, outros para aprenderem como se faz e outros ainda para assistir a um “ritual” tão característico desta terra de Basto.

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