Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 29-04-2010

SECÇÃO: Informação

No Festival de Grupos Musicais Seniores

Abrantes na Praça da República
Abrantes na Praça da República
Alegria a rodos invadiu Cabeceiras

18 de Março de 2010. Ainda o relógio do Mosteiro não debitou as 9 horas da manhã e já a Praça da República começa a agitar-se com a chegada de grupos alegres de “juventude” sénior. Primeiro Paços de Ferreira, logo depois Abrantes. E chega Vila Nova de Cerveira, Celorico de Basto, Oliveira de Azeméis, …
A alegria deu lugar ao bailarico improvisado
A alegria deu lugar ao bailarico improvisado
E pouco a pouco um tagarelar constante mistura-se com os abraços e o chilrear dos pardais a estranhar tanta agitação!
São os Grupos das diferentes Universidades seniores que vêm participar no VI Festival de Grupos Musicais Seniores que este ano teve lugar em Cabeceiras de Basto.
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Os elementos da Unisa local afadigam-se no seu papel de anfitriões e depois da euforia da chegada logo se organizam grupos de visitas aos pontos mais próximos e de maior relevância na vida do burgo.
Enquanto uns fazem uma “visita” ao Basto, indispensável para quem vem a Cabeceiras pela primeira vez, outros dirigem-se ao Mosteiro, que espanta muitos dos visitantes pela sua imponência e pela sua história, a que se segue a visita ao Museu de Arte Religiosa do Baixo Tâmega.
Após o “banho” de história, do agrado geral, dá-se a correria ao “comboio”. Todos querem dar uma “voltinha” e ter um contacto mais profundo com a realidade de Cabeceiras de Basto. Cada passeio constitui um momento de alegre confraternização e ninguém quer “perder o comboio”.
Vila Nova de Cerveira
Vila Nova de Cerveira
Mas o tempo voa, inexorável, aproximando a hora da recepção na Câmara Municipal. Nem todos conseguem fazer as visitas ou dar o seu passeio, mas, e isso é bom, fica-lhes a vontade de voltar!
Todos sobem então a escadaria de acesso ao Salão Nobre onde são recebidos pela Unisa, com uma canção de boas-vindas:
Paços de Ferreira
Paços de Ferreira
- … Hoje o Basto ´stá vaidoso, Tanto amigo ao seu redor, Num convívio saboroso, Tornando a terra maior; Em Cabeceiras de Basto, …, Nós queremos receber-vos, Com muito amor e carinho, … Desde Abrantes a Cerveira, É Portugal que se abraça; … Por serem todos bem vindos, Que voltem cá para o ano!
Seguem-se os discursos de circunstância. O dr. Nuno Pires, na qualidade de Presidente da Akibeia e o engº Joaquim Barreto, Presidente da Câmara, saúdam os “jovens” forasteiros e dizem da sua satisfação em constatar a alegria de viver que se espelha na cara de cada um. Joaquim Barreto acrescenta ainda todo o gosto e honra sentidos por Cabeceiras de Basto por ter entre si toda esta gente “guerreira”, que após uma vida de trabalho continua a ter força para viver uma vida cheia de momentos de alegria.
Celorico de Basto
Celorico de Basto
Já se pensa no almoço, mas ainda há tempo para mais uma cantiga, desta vez com a participação de todos. E umas centenas de vozes enchem o ar com os “Amores de Estudante”.
Rapidamente se esvazia o Salão Nobre e cada um trata de “embarcar” no seu autocarro que o levará à Quinta da Devesa onde o almoço é servido com qualidade e requinte. E já na hora do cafezinho é a vez de os alunos da Unisa “oferecerem” um Traçadinho (canção) para se partir em alegria para o Multiusos onde vai ter lugar o Festival.
Oliveira de Azeméis
Oliveira de Azeméis
É então chegada a hora de cada grupo “cantar sua raça”! Todos se empenham em mostrar o seu melhor, resultado de semanas, talvez meses de trabalho!
E valeu a pena! A qualidade apresentada é um encanto para os ouvidos de todos os presentes. Aqui e ali aparece ainda um solista de qualidade acima da média que causa o espanto geral!
Mas todos, sem excepção, justificaram as muitas palmas com que foram recebidas as suas actuações.
E lá vem o Regulamento a exigir uma classificação: Paços de Ferreira, Abrantes e Oliveira de Azeméis são distinguidos. Mas os aplausos alcandoram todos ao mais alto lugar do pódio.
E chega a apoteose final!
Todos de pé, abraçados, cantam em uníssono o “Hino da Alegria” a plenos pulmões: “Escuta irmão, … o canto alegre de quem espera um novo dia! … Canta, sonha cantando… “o dia” em que os homens voltarão a ser irmãos!
Até sempre, amigos! E não se esqueçam de voltar!

Manuel do Carmo

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