Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-08-2009

SECÇÃO: Recordar é viver

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ÁLVARO JOAQUIM COSTA GOMES
Um artista escondido

Não poderia falar de Álvaro Joaquim Costa Gomes sem pôr aqui um pouco da sua biografia.
Álvaro Gomes, é o quarto dos nove filhos de Alfredo Magalhães Gomes e de Celeste Costa Coelho, infelizmente já alguns anos falecida. Morreu bastante nova, deixando um profundo vazio no meio familiar e em toda a população que a conhecia.
Álvaro Joaquim Costa Gomes, tem a linda idade de quarenta e três anos, é casado com a Paula Maria Magalhães Freitas e tem um filho que se chama Bruno Emanuel Magalhães Gomes.
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O senhor Alfredo, conheço-o muito bem, há muito tempo e até temos família em comum, um irmão dele que era o tio Bernardino Gomes, infelizmente já falecido. Era casado com a minha tia e madrinha Emília de Sousa (colatré), irmã gémea do meu pai, Manuel de Campos,
Por tudo o que fomos apreciando ao longo dos anos com a convivência com esta maravilhosa família podemos verificar que o senhor Alfredo Gomes e a saudosa D. Celeste criaram um bando de filhos, rapazes e raparigas com rigor, onde lhes deram amor e ao mesmo tempo lhes incutiram o respeito dentro de casa fora dela. De tal maneira que nunca ninguém, que eu saiba, se queixou dos filhos do senhor Alfredo da “Freita”.
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Mas hoje não vou falar especialmente das virtudes do senhor Alfredo e da saudosa D. Celeste que são mais que muitas, vou sim dizer alguma coisa, que acho importante, sobre um dos seus filhos, o meu amigo Álvaro Costa Gomes.
Há muito que tenho acompanhado o Álvaro, sempre trabalhamos próximos, e já tinha admirado em diversas ocasiões alguns trabalhos dele em desenho através do computador, em fotografia, decoração, e ficava realmente admirada como ele já na altura fazia aquelas coisas que a mim me metiam confusão por não perceber por onde ele começava mas que no fim ficavam uns trabalhos espectaculares.
Há dias recebi um convite da Câmara e da Emunibasto para assistir a uma exposição em que o Álvaro apresentava ao público uma colectânea de trabalhos em lápis preto de grafite, tinta-da-china. Fiquei satisfeita e com bastante expectativa para saber que tipo de trabalhos ele ia apresentar.
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Já apreciava as habilidades do Álvaro, só não estava preparada para os trabalhos que se apresentaram aos meus olhos! A exposição “Celeste” continha rostos de pessoas que identifiquei ao primeiro olhar, tinha paisagens de naturezas mortas e também imagens de animais, tudo a preto e branco. Realmente trata-se de uma exposição surpreendente, feita com o conhecimento de quem se move e sabe bem o que está a fazer.
Não fui só eu que fiquei surpreendida. Foram todas as pessoas que assistiram à cerimónia de abertura desta exposição e que ali se deslocaram para cumprimentar o artista.
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Pensei logo que ele já devia ter apresentado, há mais tempo, este maravilhoso trabalho à população de Cabeceiras de Basto.
Gostei que o Álvaro tivesse dado o nome da sua mãe, “Celeste”, à exposição.
Penso e tenho a certeza, que o seu pai e os seus irmãos, a sua esposa e o seu filho terão muito orgulho na sua veia artística.
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Eu, muito sinceramente dou os parabéns ao Álvaro Joaquim Costa Gomes, e também à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, por apoiar estas e outras iniciativas que ajudam a divulgar e a promover os artistas locais.
Os cabeceirenses não devem deixar de ver os trabalhos deste artista que estarão expostos na Casa Municipal da Cultura, até ao próximo dia 10 de Setembro.
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Por: Fernanda Carneiro

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