Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 10-08-2009

SECÇÃO: Destaque

Acontecimento histórico
ÓRGÃO DE TUBOS VOLTOU A TOCAR NO MOSTEIRO

O coro da Igreja de S. Miguel de Refojos interpretando alguns temas
O coro da Igreja de S. Miguel de Refojos interpretando alguns temas
Centenas de pessoas deslocaram-se no dia 25 de Julho de 2009, à Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos para ouvir tocar o Órgão de Tubos recentemente restaurado. Um acontecimento histórico, já que este importante instrumento musical, esteve silenciado cerca de oito décadas.
Pelas mãos do organista suiço Peter Leu, a música invadiu aquele magestoso templo, maravilhando e enchendo de orgulho não só os cabeceirenses como todas as pessoas presentes, que ali se deslocaram para testemunhar um momento cultural único.
Autoridades civis e religiosas assistindo ao concerto
Autoridades civis e religiosas assistindo ao concerto
Antecedido pela benção daquele órgão, o concerto que contou com o apoio do Coro da Igreja de S. Miguel de Refojos de Basto que magnificamente interpretou vários temas ao toque deste belo instrumento, terminou com o descerramento da placa alusiva ao restauro deste Órgão, acto a que presidiu o edil Cabeceirense, Engº Joaquim Barreto, o Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Serafim China Pereira, o Bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves e o Pároco da Freguesia de Refojos, Padre Fernando Castro, que desde o ínicio colaborou na concretização desta pretensão do Município.Uma cerimónia na qual marcaram presença também, outros autarcas, técnicos, membros do Clero, convidados e população em geral.

O património é uma responsabilidade colectiva
O aplauso ao organista
O aplauso ao organista

O Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que considera o nosso património como “uma responsabilidade colectiva e que colectivamente deve ser assumido”, disse na oportunidade, que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto envidou todos os esforços no sentido de recuperar o Órgão de Tubos da Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos. Uma pretensão, que agora se concretizou, que era desejada, há dezenas de anos, pela população Cabeceirense.
Descerrando a placa alusiva
Descerrando a placa alusiva
De referir que a recuperação deste Órgão resultou de várias diligências efectuadas pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e de um esforço financeiro significativo, que permitiu recuperar este importante património concelhio, que irá contribuir para uma maior e melhor oferta musical e cultural em Cabeceiras de Basto, através da realização de vários concertos.
Esta determinação municipal, de devolver à população o toque do “maior instrumento completo de Francisco António Solha, datado de 1771”, silenciado há várias décadas, demonstra bem a atenção que a Câmara dá à recuperação e valorização dos monumentos em geral e em particular, neste caso, ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos. Um trabalho que não é isolado, uma vez que para além da obra de recuperação do Órgão, a Câmara Municipal já levou a cabo e apoiou várias intervenções efectuadas nos últimos anos no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, de que se destacam as intervenções no zimbório, sacristia, coro alto, entre outras. Destaca-se também a criação do Núcleo Museológico de Arte Sacra, que se assume como um espaço de usufruto cultural recentemente aberto à população, que dá relevância a um conjunto de obras de arte e de arquitectura, religiosamente resguardadas neste Mosteiro Beneditino ao longo dos tempos. Um projecto, que teve uma participação financeira da Câmara Municipal, que contou com a colaboração do Pároco de Refojos, cumprindo assim, com as preocupações de partilha do Património Artístico do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos. Um investimento quantificado em 250 mil euros.
A visita no Coro Alto ao órgão restaurado
A visita no Coro Alto ao órgão restaurado

Recuperação de Órgão de Tubos enobrece Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos

O Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, considera ainda, que com “a nossa acção, sentimos que estamos a contribuir para o conhecimento e para a valorização do nosso Património, trazendo da penumbra dos tempos, uma nova História, dando-lhe visibilidade e criando motivos de orgulho na nossa terra.”
A Benção do órgão restaurado
A Benção do órgão restaurado
Mais considera, tratar-se de um investimento que é feito no Turismo Cultural, capaz de promover a arte instalada nos próprios Mosteiros e Igrejas que pode ser uma opção para a sustentação do Património de origem religiosa, mas que ultrapassa largamente esse patamar.
Neste caso particular, apesar do património não ser municipal e tendo a autarquia vontade de o recuperar houve muitas dificuldades para o conseguir. Uma vez recuperado, o Órgão do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, enobrece o monumento e vai proporcionar um programa cultural capaz de satisfazer aqueles que gostam de música sacra e clássica, acessível a todos.
De referir ainda, que a entidade adjudicatária desta obra, foi a Oficina e Escola de Organaria, Lda, que durante largos meses levou a cabo um trabalho especializado e minucioso, para gaúdio das gentes da terra.
No final do concerto, a população deslocou-se ao Coro Alto da Igreja do Mosteiro para assistir ao descerramento da placa alusiva às obras de restauro executadas, assim como para cumprimentar o organista pelo execelente concerto porporcionado que ficará certamente na memória de todos os presentes, assim como ver os trabalhos realizados ali.

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