Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 08-06-2009

SECÇÃO: Informação

Museu Terras de Basto festeja Aniversário
5 anos de actividade registam 30 mil visitantes

O Museu das Terras de Basto localizado na vila de Arco de Baúlhe deste concelho, assinalou no dia 23 de Maio, o 5º aniversário.
Ao longo deste período os visitantes contabilizados ascendem os 30 mil, fruto da dinâmica ali instalada, que permite apresentar indicadores superiores às médias anuais dos museus municipais nesta região e mesmo a nível nacional. Com entrada gratuíta, o dia foi comemorado com a realização de várias actividades, entre as quais um pic-nic aberto à comunidade, onde participaram dezenas de pessoas, que ao toque das concertinas e da música popular festejaram com entusiasmo mais um aniversário deste peculiar equipamento aberto para receber todos os tipos de público e a todos brindar com programas específicos, cumprindo em pleno a sua principal missão, a de transmitir o saber recorrendo à utilização dos vários sentidos. Aqui é possível ouvir, cheirar, sentir, interagir, divertir-se, graças a um projecto museológico tecnicamente bem elaborado e ao trabalho persistente de um equipa aplicada que transforma qualquer visita a este espaço, onde o prazer e o conhecimento se cruzam, num acontecimento inesquecível.

O dia 23 de Maio foi um dia de festa, onde não faltou o  bolo de aniversário e música
O dia 23 de Maio foi um dia de festa, onde não faltou o bolo de aniversário e música

Um espaço cultural de referência

O Museu Municipal Terras de Basto, dirigido tecnicamente pela museóloga Drª Ana Paula Assunção, iniciou recentemente o seu processo de credenciação junto da Rede Portuguesa de Museus. Mais um passo dado pela Autarquia Cabeceirense no sentido de afirmar este equipamento cultural no contexto regional, criando desta forma condições para também ele dar o seu contributo para a museologia nacional.
De referir que a criação do Museu Terras de Basto resultou da visão estratégica que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, liderada pelo autarca Engº Joaquim Barreto, teve em aproveitar as instalações da antiga Estação da CP do Arco de Baúlhe, que foi durante 41 anos “terminus” da Linha do Tâmega, gare e mercadorias, logradouros exteriores e salões do comboio histórico. Desta forma recuperou não só o belíssimo património ali construído e ao qual estão indelévelmente associadas, memórias de várias gerações de cabeceirenses que durante anos recorreram à ferrovia como meio de transporte, ponto de partida e de chega, de encontros e desencontros e de muitas histórias para contar. A feliz iniciativa de transformar aquelas instalações, em constante degradação devido ao abandono a que foram votadas após o encerramento da via férrea em 1990, foi da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, que meteu mãos-à-obra e “apostou” neste empreendimento, ali investindo cerca de 200 mil euros (40 mil contos).
Localizado num espaço bucólico de rara beleza rural, o Museu Terras de Basto tem expostas peças e artigos artesanais regionais e uma gama valiosa de materiais e apetrechos ferroviários usados nos anos 40 e 50, não faltando as locomotivas a carvão e as carruagens que fizeram as delícias de muitos milhares de utentes nas deslocações para os grandes centros urbanos, delas se destacando a carruagem real outrora usada pelo rei D. Carlos e D. Amélia que, há poucos anos serviu, igualmente para acolher o antigo Presidente da República, Mário Soares, numa viagem que fez a estas terras nortenhas.

Um Museu onde
as pessoas contam


O Museu das Terras de Basto pretende ser, um caminho e uma viagem, assumindo uma temática em torno do qual se desenvolve um projecto original. Os espaços físicos estão interligados culturalmente, onde podem ser observadas duas valiosas colecções: etnografia local e os instrumentos de trabalho da vida de uma estação ferroviária. Este museu aborda o conhecimento como missão, e através de testemunhos, objectos, emoções e sentimentos, tenta partilhá-lo com todos/todas os que ali se deslocarem para fazer uma viagem.
A entrada do Museu é a própria entrada da estação onde o visitante pode “picar o bilhete” e escolher a exposição a visitar, pois ali terá acesso a toda a informação dos serviços. Neste primeiro espaço existe lugar para encontrar uma área de “perdidos e achados”, dessedentar-se da viagem ou esperar pelo amigo/a confortavelmente instalado. Uma vez tirado o bilhete, o visitante poderá apreciar as exposições: “Vamos à aldeia” para descobrir o que ia num comboio de mercadorias e depois aceitar o convite e, lá “Vamos andar de Comboio”, com locomotivas alimentadas a carvão.
Depois de apreciar os jardins que, outrora distinguiram durante anos esta estação como uma das mais floridas da zona norte, vamos “Viajar, Viajar”, numa viagem pelas ideias, pelos sentidos, pela poesia e autores, predominantemente portugueses, mas sobretudo desafiando para uma constante interrogação ao que nos cerca.

Um espaço dinâmico e atractivo


O Museu das Terras de Basto, apresenta ainda exposições temporárias seja de fotografia, seja temáticas. A dinâmica instalada faz com que uma visita não seja igual à outra. Neste espaço, que se orgulha de ser um equipamento que todos podem visitar, possui rampas de acesso particularmente para os espaços da locomotiva, automotora e carruagens, legendas em braille e gravações que confirmam esta preocupação municipal de promover a integração de todas as pessoas seja qual for a sua condição física o social.
Trata-se por isso, de um equipamento importante para potenciar o desenvolvimento sócio-turístico e cultural da Região de Basto e, particularmente, do Município de Cabeceiras de Basto. É um Museu onde as pessoas contam.

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