Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-05-2009

SECÇÃO: Opinião

AS CATARATAS DO NIAGARA

foto
(NIAGARA FALLS)

Numa das minhas idas ao Canadá, mais propriamente à província de Ontário, sempre por motivos familiares, tive um dia o ensejo de conhecer directamente as Cataratas do Niagara.
Como habitualmente ficamos instalados na cidade de Toronto em casa do meu filho Paulo, daí partimos em direcção à cidade turística de Niagara que dista a duzentos quilómetros da área Metropolitana de Toronto. Como o Canadá dispõe de boas vias de comunicação a viagem é relativamente fácil.
Chegados ao local, estacionamos num grande parque, já que no Canadá é tudo grande e fizemos o atravessamento da cidade num comboio turístico de superfície acompanhadas de uma guia turística que nos punha ao corrente de tudo o que na zona podia ter interesse para o visitante. A cidade muito vocacionada para a vertente turística dado que as cataratas são visitadas por gente vinda dos quatro cantos do mundo porque em todo o Universo a elas só são comparáveis as de Iguaçú no Brasil e as Vitórias no Zimbabwe ex. – Rodésia do Sul.
O rio Niagara corta a cidade em duas pelo que há a cidade Niagara Canadiana e a Americana que fica do lado oposto. Do lado Canadiano, talvez porque a situação o justifique a cidade é muito mais importante com bons hotéis e casinos, parques e jardins e tudo o que possa deixar o turista bem impressionado.
O grande caudal do rio Niagara é formado por água vinda do Lago Maior Superior que por sua vez recebe a respectiva água proveniente da sobreerosão glaciar, isto é; o degelo das grandes montanhas geladas do Norte do Canadá, que formam os grandes lagos, Michigan – Erie – Superior – Ontário e Huron, que estão todos ligados entre si.
foto
Desconheço a História, mas a uns duzentos metros da boca da grande muralha, há ou havia um grande barco encalhado no meio do rio que nos causa grande impressão.
O rio é muito largo e a água desliza lentamente até junto do precipício. Aparece então a grande muralha granítica cortada a prumo em forma de meia-lua e as águas uma altura invulgar projectam-se com grande estrondo nas profundezas do rio que mais parece a boca do inferno, provocando um tal ruído que se ouve a grande distância soltando ao mesmo tempo um orvalho miudinho que vai molhar as pessoas a cerca de trezentos metros. Tudo está protegido por um forte muro em betão, mas quem espreita lá para baixo tem uma visão arrepiante.
Para os visitantes mais arrojados que gostam de emoções fortes, basta descer a escarpa até junto do rio onde os espera um barco atracado num pequeno cais. Vestem um fato de oleado amarelo para se não molhar, o barco segue rio acima até mesmo junto onde cai a água e aí o cenário é deveras assustador causando fortes calafrios a quem se julgava destemido. O barco muito lentamente descreve uma curva larga, mas sempre muito inclinado para o lado de baixo e regressa ao ponto de partida com grande alívio para os aventureiros.
Do lado de lá do rio já são os Estados Unidos e territórios do Estado de Búfalo. Podemos ver também as cataratas do lado Americano que são muito pequenas em forma de galerias, mesmo assim havia muita gente a visitá-las.
As Cataratas do Niagara, são na verdade uma acção espectacular da natureza. Quem teve o privilégio de as visitar jamais pode esquecer o seu deslumbrante enquadramento.
Quando íamos para retirar do local afim de regressa a Toronto, fomos abordados por um casal que disse ser Colombianos para lhe tirar fotografias de vários ângulos tendo sempre como pano de fundos as famosas cataratas.
Já de regresso, ao passar na cidade de London veio-me à ideia que nessa cidade vivia uma família muito amiga que conheci na Rodésia do Sul na cidade de Umtali, próximo da fronteira de Moçambique onde nós vivíamos mas com a descolonização dos dois países cada um tomou o rumo que pode e há mais de trinta anos que não os via.
Arrisquei telefonar e qual foi o meu espanto que quem atendeu foi o Almeida que logo provocou um grande alvoroço em toda a família que é bastante grande ao saber que era eu e a Alcina quem os pretendia abraçar.
Nunca podia imaginar que voltava a ver essa gente amiga em terras tão distantes, é bem verdade que o mundo afinal é pequeno e a vida das pessoas dá muitas voltas.
No próximo texto certamente voltaremos a falar de outros locais de interesse turístico que há na província de Ontário.

Por: Alexandre Teixeira

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.