Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 06-04-2009

SECÇÃO: Informação

Mútua de Basto/Norte
Vinte e um anos ao serviço do desenvolvimento rural

O dia 17 de Março é uma data que a direcção da Mútua de Basto/Norte, presidida pelo Engº Joaquim Barreto, assinala anualmente com regozijo. Volvidas duas décadas após a sua criação, esta associação não só tem crescido, como também se tem ajustado às novas realidades sociais e económicas, procurando permanentemente inovar na gestão das receitas obtidas, em prol do desenvolvimento rural, da qualificação e do bem-estar da população.

Vieira da Silva visitou a Mútua de Basto/Norte no ano passado por ocasião do 20º aniversário
Vieira da Silva visitou a Mútua de Basto/Norte no ano passado por ocasião do 20º aniversário
Ao que apuramos, esta associação consegue obter receitas dos sectores mais ricos da economia, incorporando-as no sector primário, seja na agricultura, na floresta e na pecuária. Uma gestão considerada inovadora, fiel à identidade com o mundo rural.
Fundada em 1988, a Mútua de Basto, surge num contexto em que a agricultura começava a perder expressão ao nível produtivo com o abandono das terras. Face a esta realidade e à entrada de Portugal na União Europeia, foi necessário criar uma estrutura associativa capaz de dar repostas e prestar serviços aos agricultores, com o objectivo de superar a inexistência de um seguro mínimo de eficácia e “garantir” prémios acessiveis. Alcançar os apoios comunitários disponibilizados, contribuir para o melhoramento animal com a sanidade e a identificação animal e a inseminação artificial, procurando qualificar os agricultores e aproveitar as tradições que vinham do passado, foram objectivos que estiveram na génese desta Associação e que ainda subsistem. As antigas mútuas de gado existentes nas aldeias que permitiam a associação dos agricultores e o garante de indemnizações em caso de animais acidentados, deram lugar a um serviço de seguros para a agricultura e para outros ramos de actividade. Foi com base nessa tradição, que a Mútua procurou intervir, numa área em que tem a vantagem de trabalhar num seguro de grupo, capaz de praticar preços baixos e competitivos, e desta forma, beneficiar os agricultores/produtores.
De referir que actualmente, o volume de negócio da Mútua de Basto/Norte, ultrapassa 1 milhão e 300 mil euros sendo que o resultado obtido no ano passado foi de 484.889,2 Euros.


Centro de Apoio aos sistemas agrícolas e agro-florestais

Sec. Estado do Emprego e Formação Profissional conheceu o CNO da Mútua em Novembro último
Sec. Estado do Emprego e Formação Profissional conheceu o CNO da Mútua em Novembro último

Procupada com o desenvolvimento da agricultura, das florestas e da pecuária, e sempre no encalce dos melhores resultados, a Mútua de Basto estabeleceu um protocolo de colaboração com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte em 2008, tendo em vista captar fundos comunitários para esses sectores.
Neste âmbito, foi criado um Centro de Apoio aos sistemas agrícolas e agro-florestais de montanha, que permite apoiar os produtores a obter um melhor aproveitamento dos fundos comunitários, nomeadamente no Proder.
A inovação e a constante actualização são dois dos princípios basilares desta associação, cuja actuação demonstra a importância do movimento associativo no desenvolvimento da agricultura, tendo permanentemente presente a ideia de servir com sustentabilidade.


Rede Europeia dos Cordeiros e dos Homens


A Mútua de Basto/Norte integra ainda a Rede Europeia do Cordeiros e dos Homens, facto que permite proporcionar aos agricultores, visitas a outros países da Europa, nomeadamente França e Espanha e desta forma partilhar experiências e conhecimentos. Através dos ovinos e dos caprinos é possível aproximar os homens e partilhar conhecimentos na forma de maneio dos animais, alimentação e aplicação de produtos.


Mútua de Basto aposta nas novas oportunidades


A pesar de inicalmente vocacionada para o sector pecuário, a actividade da Mútua de Basto tem vindo nos últimos anos a voltar-se para outras iniciativas de valorização profissional, apostando na promoção de iniciativas de formação profissional e da qualificação para a cidadania. Assim, além da formação profissional e da dinamização de um centro de novas oportunidades de que faz parte um número significativo de formadores e onde estão inscritos 852 formandos, a associação tem também apostado na valorização dos produtos endógenos do concelho e na construção de um entreposto comercial. Continua a apostar na prestação de serviços em áreas como o seguro pecuário, a sanidade e melhoramento animal, bem como a preservação do património genético das raças autóctones, designadamente com a inseminação artificial, a organização de produtores pecuários, a criação do Agrupamento de Produtores de Cabrito das Terras Altas do Minho e o desenvolvimento da floresta.

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