Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 22-12-2008

SECÇÃO: Cultura

Johannes Brahms

……UM COMPOSITOR

Johannes Brahms, filho de Johann Jacob Brahms, um contrabaixista de orquestras populares e de Johana Henrika Nissen, nasceu a 7 de Maio de 1833 na cidade de Hamburgo (Alemanha).

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O seu pai era músico de profissão e ganhava a vida a tocar contrabaixo nas tabernas da cidade. Cedo se apercebeu dos dotes musicais do seu filho e por isso inscreveu-o, com apenas sete anos de idade, nas aulas de piano do grande professor Otto Cossel.
Brahms fez o seu primeiro concerto público com 10 anos, interpretando obras de Mozart e Beethoven. Começou a partir desta altura a acompanhar o seu pai pelas tavernas de Hamburgo e a tocar piano durante alguma parte da noite, revelando-se um prodigioso pianista. De qualquer maneira passou a sua juventude em extrema pobreza e a tocar piano em tabernas de marinheiros para sobreviver. Ao mesmo tempo que ia trabalhando foi tendo aulas de composição com Eduard Marxsen, compositor e regente da Filarmónica de Hamburgo.
Entretanto Brahms conhece o grande violinista húngaro Eduard Reményi, que se encontrava refugiado em Hamburgo.
Combinam fazer um torneio pela Alemanha. Foi um grande sucesso e permitiu a Brahms conhecer o exímio violinista Joseph Joachim e sobretudo conhecer Liszt e Schumann. Tinha 20 anos nesta altura.
Schumann ficou muito entusiasmado com algumas das suas composições, o que o motivou a apresenta-lo como uma grande esperança da música alemã.
Brahms foi um defensor sério da música de Haydn, Mozart e Beethoven e não embarcou pelas novas tendências musicais apresentadas por Lizt e Wagner.
Em 1863 Brahms foi viver para Viena, fixando aí residência e levando uma vida pacata de solteirão. O seu primeiro emprego na capital austríaca foi como Director da Singakademie, onde elaborava os programas e tinha a seu cargo a regência do coro. Teve um certo sucesso, mas ao fim de um ano desistiu do emprego para se dedicar só à composição.
Entretanto conseguiu o apoio de um grande crítico de música da altura, Edurd Hanslick. No entanto este apoio não foi suficiente para lhe garantir a fama.
Em 1868 após a estreia do Réquiem Alemão, Brahms é de facto reconhecido como um grande compositor e é convidado para dirigir a mais célebre instituição musical de Viena – a Sociedade dos Amigos da Música. Ficou até 1875.
Em 1876 acontece finalmente a estreia da sua Primeira Sinfonia. Esta sinfonia tornou-se um grande sucesso e Brahms foi apelidado como um digno sucessor de Beethoven.
Em 1890, após ter concluído o Quinteto de Cordas op. 111, Brahms decidiu parar de compor. Mas esta decisão foi realmente temporária, pois no ano seguinte ao conhecer o clarinetista Richard Mülhfeld e ao ficar encantado com o instrumento começa a escrever obras de câmara para clarinete.
A - EMI Great Recordings of the Century - 5669032 (CD)
A - EMI Great Recordings of the Century - 5669032 (CD)
Em 1896 ao ser publicado o ciclo Quatro Canções Sérias, Brahms despede-se da vida.
Johannes Brahms viria a falecer um ano após em 3 de Abril de 1897.

……UMA MÚSICA

Seleccionei o Réquiem Alemão ao deixar para segundo plano o Concerto para Piano nº2.
Brahms mergulhou num estado de profunda tristeza após a morte da sua mãe. Começou a compor uma obra coral – o Réquiem Alemão, para dedicar à alma de sua mãe. Demorou cerca de quatro anos. Esta obra foge à norma das Missas de Réquiem habituais, cantadas em latim.
B - EMI - 3653932 (CD)
B - EMI - 3653932 (CD)
Para esta obra Brahms escolheu textos da Bíblia em alemão, traduzidos por Lutero. A obra tem a particularidade de consolar os vivos com as suas perdas e ao mesmo tempo induzi-los a pensar na esperança da Ressurreição, pondo de lado os temores do Julgamento.
Das várias versões disponíveis no mercado discográfico seleccionei as 3 seguintes:

A
EMI Great Recordings of the Century - 5669032
(CD)

B
EMI – 3653932
(CD)
C
Philips – 4321402
C - Philips - 4321402 (CD)
C - Philips - 4321402 (CD)
(CD)


O registro mais recomendado para esta obra é da EMI Classics, e conta com os solistas Elizabeth Schwarzkopf, Dietrich Fischer-Dieskau e a Filarmónica de Berlim, sob a regência de Otto Klemperer. (hipótese A)

OBRAS-PRIMAS

Música para Piano
1891 Fantasias
1892 Intermezzos

Música de Câmara
1882 Quinteto para cordas em fá maior
1890 Quinteto para cordas em sol maior
1892 Quinteto para clarinete em si menor

Música Vocal
1868 Requiem Alemão
1896 Quatro Canções Sérias

Sinfonias e concertos
1873 Variações sobre um tema de Haydn
1876 Sinfonia n.º 1 em dó menor
1877 Sinfonia n.º 2 em ré maior
1878 Concerto para violino em ré maior
1881 Concerto para piano n.º 2 em si bemol
1885 Sinfonia n.º 4 em mi menor

Por: Maia Ramos

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