Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-10-2008

SECÇÃO: Cultura

Museu das Terras de Basto apresenta-se aos professores

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O Museu das Terras de Basto (MTB), localizado no Arco de Baúlhe, promoveu no passado mês de Setembro, duas sessões de apresentação destinadas aos professores que leccionam nos Agrupamentos de Escolas do concelho.
Assim, sob a orientação da directora do Museu, Drª Ana Paula Assunção e acompanhos pela vereadora da educação e cultura, Profª Stela Monteiro, os professores iniciaram uma viagem de conhecimento e à descoberta do património que este equipamento municipal tem para partilhar.
Uma iniciativa que teve como objectivo principal dar a conhecer e sensibilizar os docentes para o espólio do Museu, que está receptivo à realização de projectos e trabalhos pedagógicos envolvendo a comunidade educativa, já que o «crescimento do Museu passa pelos desafios que nos forem também colocando», realçou na ocasião a Drª Ana Paula Assunção.

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Um «Museu onde as pessoas contam»

De referir que o programa museológico do Museu das Terras de Basto, respeitou a história do espaço e do edifício – antiga estação de comboios – e introduziu a história local.
Por esse motivo, é possível, através de acompanhamento personalizado, efectuar visitas aos diferentes espaços existentes, que apresenta também, regularmente, exposições temáticas.
Assim, após a recepção aos participantes, a visita começou com a primeira paragem no salão “Vamos à aldeia”. Um espaço que apresenta actualmente a exposição etnográfica subordinada ao tema «O tempo e a Moda. Trajes festivos de Cabeceiras de Basto, séc. XIX, princípio do séc. XX». Aqui os docentes foram desafiados a desenvolver trabalhos pedagógicos dada a matéria existente. Trababalhos estes, direccionados para o pré-escolar, onde as crianças podem exercitar os sentidos, libertar o corpo e passar à fase da descrição de sensações com os tecidos e texturas expostos, assim como realizar jogos de interacção. Por sua vez, os alunos do ensino básico podem criar puzzles com palavras e frases associadas aos tecidos e às sensações, descrever memórias de cheiros, roupas, bem como, desenvolver a escrita colectiva. Também os alunos do 2º e 3º ciclo podem neste espaço, abordar a evolução de técnicas da tecelagem, da moda, assim como, as questões do corpo e da sua subordinação à moda.
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No final do ano e como resultado do trabalho efectuado, o MTB lançará um concurso apelando à criatividade, à reciclagem e à reutilização, tal como as mulheres foram fazendo das roupas, ao longo dos tempos, adaptando-as a novas funções.

Espaço lúdico e de conhecimento

A visita prosseguiu, desta feita, no salão «Vamos andar de comboio», local onde os professores foram provocados a realizar trabalhos de descoberta literária, abordando, entre outras, obras com descrições de Cabeceiras de Basto, nomeadamente as de Camilo Castelo Branco. Nas carruagens será ainda possível a realização de diversas acções como a leitura colectiva ou a dramatização de algumas passagens dos livros em análise.
Já no espaço «Viajar, viajar», além da visita à carruagem real mandada construir para que os reis, D. Carlos e D. Amélia, fossem passear até às Pedras Salgadas, os educadores ficaram a saber que é possível, observar exposições sobre a vida ferroviária (a partir de Outubro), conhecer os utensílios utilizados, desenvolver trabalhos diversificados, e participar em concursos de fotografia e outros.
No que ao centro de documentação diz respeito, a partir de 2009, os partipantes nesta jornada de promoção do MTB, foram advertidos que é possível consultar a informação ali existente, não só de Cabeceiras mas também da região de Basto.
No final da visita, foi feito um apelo às escolas, para que contribuam com informações, fotografias, memórias, objectos, entre outros, para colocar na central de reservas e assim ajudar a crescer este Museu das Terras de Basto, equipamento que observa uma política de inclusão, nomeadamente com a tradução de textos em braille e rampas de acesso, para que os cidadãos com limitações visuais e outras possam usufruir dos espaços e das exposições.

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