Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 18-08-2008

SECÇÃO: Informação

Associações de emigrantes reivindicam apoios do Governo

À margem das cerimónias evocativas do 10º Aniversário de Geminação estabelecida entre Cabeceiras de Basto e Neuville-Sur-Saône, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. António Braga, reuniu com dirigentes das associações portuguesas existentes na região de Lyon, indicadas pela Federação das Associações Portuguesas Rhône-Alphes. Aquele membro do Governo auscultou as principais dificuldades dos emigrantes, que aproveitaram a ocasião para «reivindicar» mais apoios financeiros ao Governo Português. A este propósito, o Secretário de Estado, começou por dizer que o Governo tem feito um esforço, sobretudo nos últimos anos, de acompanhar o movimento associativo, nomeadamente através de uma ligação mais intensa com os jovens. Considerou no entanto, que existe um excesso de organizações associativas em algumas regiões ou cidades onde vivem as comunidades portuguesas, pelo que o Governo tem vindo a fazer um apelo no sentido de haver maior capacidade de conjunção de sinergias «fazendo ganhos, não só de escala, em termos da sua própria sobrevivência, como também de capacidade de inserção e de afirmação da comunidade portuguesa». Referiu ainda que «as associações realizam o seu plano de actividades e apresentam os seus projectos». Neste âmbito, o Governo não só sinaliza a importância desse relacionamento como também, em termos financeiros, participa.

Reunião com dirigentes associativos emigrantes
Reunião com dirigentes associativos emigrantes
Por sua vez o Presidente da Federação das Associações Portuguesas Rhône Alpes, Manuel Cardia, disse que até agora tem vindo a desenvolver a sua acção sem nenhum apoio, lutando sozinho para poder viver. Disse ainda que o meio associativo é a maior riqueza que o Governo tem fora de Portugal, e por isso, os dirigentes têm de ter o apoio do Estado, pois caso contrário, no futuro, as associações correm o risco de morrer.
Outras das questões levantadas prende-se com o ensino do português junto das comunidades. Neste âmbito o Secretário de Estado lembrou que a frequência dos alunos portugueses no ensino secundário radica nos acordos bilaterais que existem entre França e Portugal. No entanto, o facto de não haver oferta de Língua e Cultura Portuguesa no regime do ensino secundário tem a ver com a decisão de autonomia dos próprios reitores e das academias. O que significa que os acordos estabelecidos têm vindo a desenvolver-se, mas a autonomia dos liceus faz com que haja ou não mais oferta do ensino do português em cada momento. O Secretário de Estado disse que tem acompanhado este processo, dando como exemplo o caso de Lyon, onde frequentam o ensino secundário 120 alunos. Naquela cidade existem três professores colocados pelo Estado e um outro professor que é pago pela prórpia reitoria, tratando-se por isso de uma situação de cooperação que se verifica também em outras regiões de França.
A este propósito, Manuel Cardia, reconheceu não haver problemas a nível dos grandes centros como Lyon, o mesmo não sucedendo em pequenas localidades como Neuville-sur-Saône, onde o ensino primário é apoiado e o secundário não tem qualquer ajuda.
Estes e outros assuntos foram abordados nesta reunião que teve como principal objectivo reunir autarcas, emigrantes, governantes e dirigentes associativos tendo em vista partilhar necessidades e anseios das comunidades a residir além fronteiras.

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