Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-07-2008

SECÇÃO: Informação

Academia Portuguesa de História distingue «Cavez da Terra de Basto» de autoria do Dr. Nuno Vasconcelos

O cabeceirense, Dr. Duarte Nuno de Carvalho do Vale e Vasconcelos, foi recentemente distinguido pela Academia Portuguesa de História com o primeiro lugar na categoria de História Regional e Local.
Com a obra «Cavez da Terra de Basto», arrecadou o prémio Almiro J. Silva atribuído por este prestigiado organismo nacional.
Trata-se de um trabalho monográfico que tem na sua génese a motivação do estudo e da divulgação “ad perpetuam rei memoriam” de algumas das principais Casas e Famílias de Cavez, freguesia deste concelho de Cabeceiras de Basto.

O autor na sua Casa do Souto, Cavez
O autor na sua Casa do Souto, Cavez
Uma ideia que segundo o autor disse que rapidamente ter estravasado o objectivo inicial para se alargar à própria freguesia e à respectiva estruturação sócio-económica através dos tempos, desde longínquas eras pré-históricas à actualidade, cruzando etnias, línguas, religiões, costumes e culturas, reflexos de invasões, migrações e guerras.
Ao longo do livro, os factos aparecem envoltos pelo empenho e envolvimento pessoal do autor, divulgando desta forma o registo genealógico de algumas famílias daquela vila.
«Cavez da Terra de Basto», é, por isso, um livro cuja elegância e riqueza estilística fazem da sua leitura um prazer seja qual for a página ou o capítulo em que se abra.
É uma obra cuja edição ajuda a conhecer e a entender melhor a história local concelhia, traduzindo-se assim, num contributo para a riqueza do património cultural desta terra, desvendando os laços e as relações familiares e sociais estabelecidos ao longo dos anos, o que ajuda os leitores a conhecer melhor as raízes e as gentes de Basto.
Dr. Duarte Nuno Vasconcelos
Dr. Duarte Nuno Vasconcelos
Um documento essencialmente monográfico que o Presidente da Associação Portuguesa de Genealogia, Dr. Manuel Arnao Metello a quem coube fazer a apresentação pública da obra em Cabeceiras de Basto, considerou que “ultrapassa quanto nesta área da cultura nos tem sido dado apreciar”.
Também na ocasião, o Vereador da Cultura e Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr. Jorge Machado, classificou o autor como um “garimpeiro da história” que partiu à descoberta dos caminhos sócio-culturais de outrora, desvendando coisas e conhecimentos que as pessoas por vezes não avaliam da sua importância e do interesse que isso tem para os outros, dando desta forma mais um passo para o conhecimento da identidade desta terra e desta gente.
“O rigor e a entrega que dedicou ao estudo efectuado, faz desta obra, um trabalho de referência no património cultural deste concelho”, sublinhou a propósito o Presidente da Câmara Municipal, Engº Joaquim Barreto.

Academia Portuguesa de História

Esta prestigiada distinção foi atribuida pela Academia Portuguesa da História. Uma instituição científica criada por Decreto-Lei em Maio de 1936 é a legítima herdeira da mais antiga Academia Nacional – a Academia Real Portuguesa da História, fundada por D.João, conforme Decretp de 8 de Dezembro de 1720.
De salientar que durante dezenas de anos esta instituição desenvolveu uma actividade cultural de grande relevo, como se pode verificar nas magníficas edições, mas que por circunstãncias ainda pouco conhecidas começou a desagregar-se na segunda metade do Séc. XVIII, acabando por se extinguir naturalmente.
Herdeira dafigura daHistória, a nova academia Portuguesa da História começou as suas actividade em 1938, altura em que teve lugar a primeira reunião do Conselho Académico. A sua constituição e fins são claramente definidos nos Estatutos, cujo texto refere tratar-se de uma «agremiação de especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado». Tem a Academia, fins como realizar a investigação científica e histórica e tornar públicos os seus resultados; estimular e coordenar esforlos tendentes ao rigoros conhecimento da história nacional, no sentido de esclarecer a contribuição portuguesa para o progresso da cultura e da civilização;promover a publicação sistemáticadas fontes documentais que interessam à história portuguesa; publicar em língua portuguesa as obras que contribuam para o conehcimento dos factos; servir de orientadora dos estudos históricos nacionais; cooperar em tudo o que respeita à inventariação e defesa do património histórico e documental da nação, emitindo parecer sobre as matérias sempre que lhe seja solicitado.
Actualmente é também um órgão consultivo do Governo, na matéria da sua competência, do qual fazem parte vários académios e especialistas em várias áreas do saber, mas cuja obra seja um contributo decisivo para a “História de Portugal”, nos mais diversos âmbitos (linguísta, militar, religiosa, regional e local, etc.).
Por isso, no conjunto dos Académicos contam-se reputados investigadores e especialistas, quer de obra já consagrada, quer jovens-promessa que possam assegurar a Academia de amanhã.
Nesta aliança entre o saber e a experiência nasce a síntese criativa que a Academia Portuguesa da História se orgulha de assegurar. Desenvolve um conjunto de acções e vive actualmente um período de renovação, quer pela inclusão de número significativo de membros jovens, quer pelo impulso dinâmico que a coloca no lugar cimeiro da investigação Histórica. A Academia Portuguesa da História dispõe ainda de numerosas publicações, em armazém, que igualmente precisam de ser conhecidas e divulgadas.

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