Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 05-05-2008

SECÇÃO: Cultura

Retornados - Um amor nunca se esquece

Tive a oportunidade de assistir ao vivo, na Feira do Livro de Braga, no passado dia 12 de Abril, ao lançamento deste livro, “Retornados: Um amor nunca se esquece”, de Júlio Magalhães, apresentação feita pelo próprio autor. Considero estes breves encontros com os autores e escritores oportunidades únicas que não se devem perder. Já conheci alguns e tenho outros tantos livros autografados e com simpáticas dedicatórias (Manuel Alegre, José Saramago, Mia Couto, Baptista Bastos, Vasco Graça Moura, Rodrigo Guedes de Carvalho e mais alguns). É interessante como a nossa opinião se esclarece e, por vezes, se modifica, quando o contacto directo e pessoal com o próprio autor acontece.

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Júlio Magalhães, conhecido jornalista de uma estação de televisão, estreia-se no romance com um livro sobre a ponte aérea entre Lisboa e Angola, país de onde ele próprio veio com treze anos.
Quando o autor falava do acto de escrever em geral disse: “Nunca pedi para escrever nenhum livro. Escritores somos todos. Escrever é um acto de liberdade e de criação. Todos escrevem, nem que seja uma carta de amor, ou uma mensagem ou um livro. Porém digo que não sou escritor, ou seja, quero dizer que não vivo disso e nunca pedi a qualquer editora para escrever livros. Sou convidado para escrever.”
Como forma de despertar o interesse e curiosidade para a leitura deste livro, deixo aqui a sinopse constante no mesmo:
“Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.”
Fica, então, a sugestão, e se não tiveram a oportunidade de ir à Feira do Livro de Braga, podem sempre esperar pela de Cabeceiras de Basto, a realizar no próximo mês de Junho.
Entretanto, boas leituras!

Título: Os Retornados – Um amor nunca se esquece
Autor: Júlio Magalhães
Editora: A Esfera dos Livros

Por: Joana Barbosa

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