Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 11-02-2008

SECÇÃO: Opinião

PADRE DOMINGOS, RECORDADO (IV)

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Uma vista de olhos por três livros onde o nosso Padre Domingos é referido.
Assim temos “Para a História da Monarquia do Norte”, publicando em 1988 por José Luciano Sollari Allegro, baseado em documentos de seu pai, o capitão Sollari Allegro, escolhido para a pasta do Reino na Junta Governativa Provisória instalada na cidade do Porto. Este livro sumaria os acontecimentos da história da 1ª República Portuguesa até à eclusão e fim da Monarquia do Norte. Destaca a acção do Padre Domingos na organização da manifestação de apoio à Junta Governativa do Norte que, com o jornal “A Pátria” montou no Porto e o emotivo discurso que pronunciou em Braga no dia 19 de Janeiro de 1919, antes de arrancar para Cabeceiras para comemorar a vitória dos seus ideais monárquicos. O autor também dá conhecimento da pena aplicada aos principais revolucionários, da qual o Padre saiu com uma pena de prisão maior celular (4 anos), seguida de 8 anos de degredo, da qual escapou por ter fugido a tempo, não tendo beneficiado da amnistia, sendo-lhe assim interdita a residência em Portugal pelo prazo de 8 anos. De notar que a lista governamental dos condenados ao exílio forçado era encabeçada pelo Comandante Paiva Couceiro, seguido do Capitão Allegro e do Padre Domingos.
Em 2002 foi publicado um livro intitulado “Memórias da Condessa de Mangualde”, viúva do tenente-coronel Conde de Mangualde, D. Fernando de Albuquerque, que durante a Monarquia do Norte desempenhou as funções de governador civil do distrito do Porto, que conheceu o Padre Domingos no exílio em Espanha. O livro que se baseia nas cartas trocadas entre 1910 e 1920 entre marido e mulher, é antecedido de um lúcido estudo de Pulido Valente sobre o período das chamadas Incursões Monárquicas; numa das cartas referidas, a Condessa cita o Padre Domingos como tendo estado em conversação com outros conhecidos monárquicos e relata a esperança que o marido tinha na acção dos guerrilheiros do Padre.
Um livro mais, ainda que não cite o Padre Domingos, é “Um Herói Português – Henrique Paiva Couceiro (1861-1944)”, de Vasco Pulido Valente, editado em Junho de 2006 pela “Aletheia Editores”, mas que historia a vida do homem que esteve à frente das Incursões Monárquicas e da Monarquia do Norte, de quem o Padre Domingos foi amigo e correligionário leal.
(continua)

Por: Francisco Vitor Magalhães

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