Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-12-2007

SECÇÃO: Destaque

Até já, amigo Carvalho desculpa, mas não te deixamos partir…

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Amigo. Grande amigo. Sim. Pois tu és daqueles que são mesmo amigos. E digo que és, porque tu és daqueles que não deixamos partir. Melhor: não podemos deixar partir. Fazes-nos falta, muita falta. Não és dispensável. Quem como tu é capaz de nos tranquilizar naqueles momentos difíceis que a vida, infelizmente, tantas vezes nos proporciona? Tu sabes do que falo. Não te lembras? Vou ajudar-te. Recordas aquele fatídico dia de Janeiro e aquele outro de Fevereiro em que os Meus também quiseram partir? Meus, porque são meus serão sempre meus, também não os deixarei partir. Nunca partirão... Mas, lembras? Eu recordo perfeitamente, como se fosse agora, neste preciso momento, aquela forma graciosa, inteligente e simples como tu me mostraste o funcionamento da Lei da Vida. Referias-te sempre à impossibilidade de contrariar essa Lei, projectando uma vida, para os Meus, melhor do que teriam sido as suas vidas terrenas. Dizias-me e eu ouvia, que pelos seus modelos de conduta só um destino lhes estaria reservado, uma vida eterna vivida na plenitude da paz dos anjos, orando e vigiando-nos como o pastor que protege, incondicionalmente, o seu rebanho.
Já adivinhas o que tenho para te dizer. Pois. Amigo. Tu és um predestinado. És um daqueles que nasceste para ajudar os outros. Tantas vezes pediste para dar, e o que exigias em contrapartida? Apenas, e aí eras determinado, o silêncio ao ajudado. Mas, mais que qualquer doação material, o que mais me impressionava era aquele dom, aquele dom que só alguns, poucos, muito poucos mesmo têm, que é a calma e paz contagiante com que o fazias. Uma maneira, realmente única! Um dom, apenas reservado a alguns, os eleitos. E tu foste um dos eleitos por Ele. E só por isso vamos dispensar a tua presença física, mas com uma condição: convocar-te-emos sempre que necessário. Sabes, o Jornal Ecos de Basto precisa de ti. Como farão os editoriais sem recorrer a ti? Ou, quem fará a selecção de materiais a publicar sem recorrer ao bom senso do Carvalho? E o Duro, o Armando, o Presidente da Junta de Freguesia do teu Arco de Baúlhe, como governaria sem os teus conselhos? E, o nosso Presidente de Câmara, a quem pediria as intervenções mais exigentes na Assembleia Municipal e aconselhamento nos momentos mais críticos? E a gente do Arco, como viveria sem ti? E, na Funerária, quem prestaria aqueles serviços tão difíceis, e com aquela qualidade ímpar, sem recorrer ao Carvalho? E, por último, os Teus como viveriam sem a tua protecção? Como vês... todos precisamos de ti… não podes partir…

João Carlos Sousa

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