Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-12-2007

SECÇÃO: Região

O prazer de estar à mesa de Natal

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O Natal é a festa da Família por excelência.
É uma das festas mais importantes do ano, das mais divertidas mas também das mais trabalhosas.
A azáfama de comprar os presentes, de decorar a casa, decorar as mesas, preparar os pratos tradicionais e os doces, nada pode faltar nesta noite única.
As tradições de Natal variam muito de região para região do nosso país.
Sendo a família e a sua reunião à volta da mesa o elo comum, o que se come é muito diversificado.
Habitualmente nesta noite, comem-se pratos que, antigamente, eram de festa pois eram caros e as pessoas só se davam ao luxo de os fazer nesta altura do ano: o bacalhau cozido, o polvo, o congro, o peru e os mariscos; as rabanadas, filhós, aletria, bolo-rei, azevias, mexidos, etc., estes últimos sempre acompanhados de um vinho licoroso.
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O festim da noite de consoada é verdadeiramente guloso: à volta da mesa come-se pela noite fora, petiscando doces e salgados entre conversas e jogos de mesa.
Sendo a gastronomia de Natal bastante calórica pois todos os pratos, de Norte a Sul do país, são ricos em açúcar, ovos, azeite, nesta época raras são as pessoas que se privam de comer tais iguarias.
O prazer de estar à mesa com os demais familiares é superior à preocupação das calorias ingeridas.
Se tudo for ingerido com moderação, não será muito grande o aporte calórico! Estará a alimentar-se bem a alma, pois a união que se vive nesta noite de Consoada é tão grande e saborosa que se esquecem, por algumas horas, conflitos, zangas e mal-entendidos!
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Algumas curiosidades:

Conta uma das muitas lendas que os Reis Magos, quando foram visitar o Menino Jesus com a intenção de lhe oferecerem os presentes – ouro, incenso e mirra – a cerca de 7 Km do local onde o Menino se encontrava tiveram uma discussão sobre quem seria o primeiro a entregar o seu presente.
A solução foi-lhes dada por um artificie, que assistindo à conversa, quis ajudar a encontrar para o problema uma saída que agradasse a todos. Então, ele faria um bolo onde para além de vários frutos incorporaria uma fava. Repartindo o bolo pelos Reis Magos, entregaria primeiro o seu presente ao Menino aquele em cuja fatia se encontrasse a fava!

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Os frutos secos tão tradicionais nas nossas mesas de Natal também têm uma história por detrás.
Os frutos secos têm uma grande ligação com o solstício de Inverno. Na antiga Roma, eram presente habitual durante as celebrações e eram especialmente apreciados pelas crianças, que os valorizavam como brinquedos ou como comida. Cada fruto tinha um significado especial, sendo que simbolizavam a ausência de fome, abundância e prosperidade.
Devido a este significado, ainda hoje é tradição estarem presentes em todas as mesas de consoada para que nunca haja fome à mesa, haja abundância na casa e muita prosperidade.

Deixo-vos um conselho: apreciem a companhia da vossa família na noite da Consoada sem pensarem em calorias! As calorias realmente importantes encherão de alegria as vossas almas!
E não se esqueçam que este é também tempo de partilha: partilhem algum doce, alguns frutos secos, etc. por quem não tem ou tem menos que vocês. Para isso, basta olhar para o nosso lado: certamente conhecemos alguém que neste Natal precisa da nossa ajuda!
Isto também nos fará sentir melhor e dividir o que temos a mais é multiplicar sorrisos e afectos daqueles que têm menos!

A todos desejo um Doce Natal!


Por: Susana Ferreira

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