Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-11-2007

SECÇÃO: Opinião

VER BEM COM O CORAÇÃO

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Tenho procurado ver bem com o coração – ele, aponta-nos um novo caminho: o mais sábio; contudo, o mais difícil de seguir. Talvez, porque ao longo desse caminho se estabeleçam laços essenciais para a verdadeira demonstração de um sorriso.
Tenho, também, a firme certeza de que ao percorrer esse caminho iluminado, obteremos aqueles momentos divinos de repouso, que são o alento de quem respira o mesmo ar do seu coração.
Sinto que tenho de fazer algo, porque o medo é um forte e perigoso aliado! Já não posso mais conviver com ele… Quero aqueles tais momentos de repouso!... Quero cultivar a ilusão de ter um arco-íris em cada canto do meu dia… e não quero ser arrastada pelas presas (incompreensíveis para o coração) que atropelam os tesouros de cada instante de vida.
O que antes me produzia calma, é hoje, motivo de revolta! É que falam de coisas bonitas, e não entendem as cores que habitam nas flores!... Isso é grave! As flores parecem insignificantes; mas quem souber ver com o coração, descobre nelas motivos de contemplação.
Tenho-me deparado com uma realidade cruel: as crianças estão a aprender a defenderem-se… sabem porquê? – Porque lhas falam de vitórias!!! E, sei lá mais do que falarão às nossas crianças!...
Agora, mergulhada no silêncio do céu azul, procuro o riso que se fazia sentir quando descobria que as flores eram todas diferentes e, então, adormecia as lágrimas…
Já sei: vou procurar de novo os lençóis brancos que um dia envolveram uma criança, protegendo-a da realidade que hoje mora por aí…! Esses lençóis ensinaram-me coisas belas:
Mostraram-me a sentir a presença de Deus, que me segurava o coração, mesmo em tempo de chorar; aprendi, também, a dar a mão à criança que me prende, mesmo quando vou com muita pressa…
Tenho de estar atentar ao coração… só assim, poderei descansar em cima de cada manhã.
Por isso, vos digo: não andem com muita pressa…
O coração sabe sempre do que anda à procura… e o verdadeiro tesouro é esse mesmo.

Por: Magda Teixeira

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