Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-10-2007

SECÇÃO: Região

Conselheiro Pereira e Cunha

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Um homem de Basto com projecção nacional e internacional

De autoria de Joaquim da Silva Gomes, professor natural de Barcelos, foi publicamente apresentado no final de Setembro, a obra subordinada ao tema Conselheiro Pereira e Cunha – Jurista e Político. Trata-se de um livro que relata o percurso de um homem, nascido em S. Pedro de Atei, no concelho de Mondim de Basto, em 1855 e ali falecido em 1937.
Assim, na data em que decorrem 70 anos após a sua morte, o autor, com o apoio da Câmara Municipal de Mondim de Basto, considerou indispensável lembrar este cidadão, de grande prestígio e simplicidade, cujos valores humanos e sociais de que era detentor, estão tão carentes nos dias de hoje.
Político de grande nomeada em finais do século XIX e princípios do século XX, o Conselheiro Pereira e Cunha, foi um homem influente. Ocupou vários cargos, tais como Governador Civil de Faro, Porto e Lisboa, onde deixou um reconhecido e meritório trabalho nessas instituições. Amigo pessoal do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia, foi diversas vezes convidado para Ministro declinando sempre, a favor da sua carreira jurídica. Chegou a ser Presidente do Tribunal Internacional de Alexandria (Egipto), antecedendo no cargo o célebre bracarense Manuel Monteiro. As sentenças por si proferidas nunca eram objecto de recurso, o que fazia dele um juiz de grande prestígio e vigor jurídico.
O percurso jurídico do Conselheiro Pereira e Cunha, foi reconhecido tanto a nível nacional como internacional, tendo sido distinguido com a “ordem do Nilo” e em 1903, o Rei Eduardo VII e a Rainha Victoria de Inglaterra agraciaram-no com o título de “Sir”. Recebeu outras distinções como símbolo de gratidão do verdadeiro e fiel monarquismo que revelava. O Rei e as figuras da mais alta sociedade do seu tempo (inícios do século XX) tinham por ele profunda admiração. Avesso a títulos nobiliárquicos, nunca procurou honrarias, manifestando sempre grande simplicidade, qualidade então muito apreciada pela corte real.
Ao longo de 74 páginas, com um prefácio de autoria de Fernando Pinto de Moura e posfácio do descendente do Conselheiro Pereira e Cunha, Prof. Doutor António Maria Pereira e Cunha Pinheiro Torres, o autor desvenda o percurso deste homem de Basto, que vale a pena descobrir.
Joaquim da Silva Gomes, deu à estampa mais uma obra, de várias já publicadas tais como, «Braga e os caminhos-de-ferro», «Antologia de Bracarenses Ilustres», «Pinheiro Torres Ilustres» e «Galeria dos Presidentes da Câmara Municipal de Braga: 1836-2006».

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